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Viabilidade técnica e econômica da aplicação de fungicidas e rendimento de cultivares de milho no Brasil

Autores: Rodrigo Véras da Costa(1), Luciano Viana Cota(1), Dagma Dionísia da Silva(1), Walter Fernandes Meirelles(1) e Fabrício Eustáquio Lanza(2)

(1) Embrapa Milho e Sorgo, Caixa Postal 285, CEP 35701-970 Sete Lagoas, MG. E-mails: veras@cnpms.embrapa.br, lvcota@cnpms.embrapa.br, dagma@cnpms.embrapa.br, walter@cnpso.embrapa.br. (2) Universidade Federal de Viçosa, CEP 36570-000 Viçosa, MG. E-mail: falanza@bol.com.br 

 

Nos últimos anos, uma grande ênfase tem sido dada ao uso de fungicidas para o manejo de doenças foliares na cultura do milho no Brasil. Este trabalho teve como objetivo a realização de uma análise da viabilidade técnica e econômica da aplicação de fungicidas no rendimento de cultivares de milho em diferentes regiões produtoras. Foram conduzidos ensaios para avaliação do efeito da aplicação de fungicidas no rendimento produtivo de diferentes cultivares de milho, em três localidades: Sete Lagoas-MG, Londrina-PR e Rio Verde-GO. Foram consideradas zero, uma e duas aplicações de fungicidas em cada cultivar. Foram avaliadas a severidade das doenças foliares e a produtividade de cada cultivar com os diferentes tratamentos. Os resultados de rendimento produtivo nas cultivares tratadas com fungicidas apresentaram elevada inconsistência sob condições de baixa severidade de doenças. Uma maior frequência de rendimentos positivos e de benefício econômico ocorreu quando as aplicações de fungicida foram realizadas em condição de elevada pressão de doença. Mais estudos são necessários para um melhor entendimento do efeito dos fungicidas estrobilurinas na fisiologia e na produção de plantas de milho.

Introdução

A cultura do milho está sujeita ao ataque de um grande número de patógenos que podem ocasionar perdas consideráveis na sua produtividade (CUNHA et al., 2010; JULIATTI et al., 2007). Tradicionalmente, o manejo das doenças do milho era realizado através da utilização de cultivares resistentes associados a medidas culturais. A partir da severa epidemia de cercosporiose ocorrida na região sudoeste do estado de Goiás, no ano de 2000, tem-se verificado um aumento acentuado da utilização de fungicidas em lavouras comerciais destinadas à produção de grãos.

Vários trabalhos têm demonstrado a eficiência dos fungicidas no manejo das doenças foliares e na redução das perdas por elas causadas na produtividade da cultura do milho (CUNHA et al., 2010; JULIATTI et al., 2007; PINTO et al., 2004). A partir do ano de 2000, uma nova classe de fungicida tornou-se disponível para produtores de milho, os inibidores de quinona oxidase (QoI), conhecidos comumente como estrobilurinas. A toxicidade desses fungicidas advém da inibição da cadeia respiratória ao nível de complexo III, impedindo a cadeia bioquímica de transferência de elétrons no sítio da mitocôndria, interferindo na respiração dos fungos (BARTLETT et al., 2002). Alguns fungicidas do grupo das estrobilurinas são reconhecidos por apresentarem um efeito de promoção do crescimento em certas espécies de plantas, os quais resultam em maior eficiência no uso de água e nitrogênio, retenção de clorofila, atraso na senescência foliar ("efeito verde"), aumento na atividade antioxidante e aumento de produtividade (RUSKE et al., 2003; VENACIO et al., 2003; VINCELLI, 2002; WU & TIEDEMANN, 2002; WU & TIEDEMANN, 2001; GROSSMAN & RETZLAFF, 1997). A partir dessas observações, as empresas detentoras dessas moléculas têm divulgado o uso dos fungicidas estrobilurinas para o manejo de estresses bióticos e abióticos em diversas culturas, sugerindo um potencial aumento de produtividade mesmo na ausência de doenças no campo (WISE & MUELLER, 2011; RAVA, 2002). Entretanto, os resultados de pesquisa têm demonstrado que os efeitos fisiológicos benéficos dos fungicidas estrobilurinas são extremamente variáveis dependendo da cultura, da presença e severidade das doenças, da época de aplicação, dos produtos utilizados e das condições ambientais (FAGAN et al., 2010; SCHERM et al., 2009; VINCELLI, 2002), apresentando, em alguns casos, efeitos negativos na produtividade (BELOW et al., 2009). Não se conhece, até o presente, resultados de pesquisa quantificando o potencial de aumento da produtividade da cultura do milho com aplicações de fungicidas estrobilurinas na ausência de doenças, ou seja, quantificando o potencial benefício em produtividade oriundo unicamente do efeito fisiológico das estrobilurinas (WISE e MUELLER, 2011).

Uma análise econômica da resposta de cultivares de milho submetidas, ou não, à aplicação de fungicidas tem sido apresentada em alguns trabalhos de pesquisa realizados nos Estados Unidos (PAUL et al., 2011; WISE & MUELLER, 2011). Verificou-se, nesses trabalhos, uma inconsistência do rendimento produtivo das cultivares, quando se comparam áreas pulverizadas com fungicidas e áreas não pulverizadas. Fatores como o nível de resistência da cultivar, pressão de doenças, época de aplicação, sistema produtivo, fungicida utilizado e condições climáticas, podem interferir no benefício potencial dos fungicidas no rendimento das cultivares de milho. A existência desses fatores requer uma análise técnica da ocorrência de doenças na lavoura antes da recomendação da aplicação de fungicidas.

No Brasil, os resultados de pesquisa publicados se limitam à avaliação da eficiência dos fungicidas para o controle de doenças específicas e na produtividade das cultivares. Este trabalho teve como objetivo a realização de uma análise da viabilidade técnica e econômica da aplicação de fungicidas no rendimento de cultivares de milho em diferentes regiões produtoras. 

Material e Métodos

Foram conduzidos ensaios para avaliação de zero, uma e duas aplicações de dois fungicidas, em diferentes cultivares de milho, em condição de campo, em três localidades: Sete Lagoas-MG, Londrina-PR e Rio Verde-GO. Os ensaios foram aqui denominados como: Ensaio 01, Ensaio 02, Ensaio 03 e Ensaio 04.

Em todos os ensaios as parcelas foram constituídas de quatro linhas de cinco metros, espaçadas de 0,8 m, e com média de cinco plantas por metro. Os ensaios 1, 2 e 3 foram conduzidos em delineamento de blocos casualizados e arranjo fatorial com três repetições para cada tratamento. A adubação de plantio consistiu da aplicação de 350 kg/ha da formulação 8-28-16 + Zn (NPK). Aos 30 e 45 dias após a emergência (DAE) foram realizadas as adubações nitrogenadas em cobertura utilizando-se 150 kg/ha de ureia. As aplicações de fungicida foram realizadas utilizando-se um pulverizador manual pressurizado a CO2, com vazão constante de 300 L/ha. As aplicações de fungicidas avaliadas foram: 1) uma aplicação no estádio de 6 a 8 folhas; 2) duas aplicações, nos estádios de 6 a 8 folhas e no pré-pendoamento; e 3) sem aplicação de fungicidas.

Para as avaliações de produtividade, as espigas das duas linhas centrais de cada parcela foram colhidas, identificadas e pesadas (espigas e grãos) separadamente. O peso dos de grãos de cada parcela foi corrigido para 13% de umidade. A severidade das doenças foliares foi avaliada, aproximadamente, aos 100 DAE, utilizando-se uma escala de notas variando de 1 (0% de severidade) a 5 (100% das folhas com lesões; acima de 75% de severidade). 

Ensaio 01 - Sete Lagoas-MG e Londrina-PR

Este ensaio foi conduzido em duas localidades, Sete Lagoas-MG (área experimental da Embrapa Milho e Sorgo) e Londrina-PR (área experimental da Embrapa Soja), na safrinha de 2008. Os plantios foram realizados em 28/02/2008 em Sete Lagoas e 19/02/2008 em Londrina. Foram utilizados 20 genótipos de milho, sendo um híbrido experimental e 19 cultivares comerciais. As cultivares foram submetidas às três condições de aplicação de fungicidas citadas acima. Foi utilizado o fungicida Epoxiconazol + Piraclostrobin, na dose de 0,75 L/ha.

Ensaio 02 e 03 – Rio Verde-GO

Os ensaios 02 e 03 foram conduzidos no município de Rio Verde-GO, na safra 2009/2010, utilizando-se duas épocas de plantio. As semeaduras foram realizadas em 21/10/2009 e 05/11/2009, para os ensaios 02 e 03, respectivamente. Os ensaios foram constituídos de 23 (ensaio 02) e 26 (ensaio 03) cultivares comerciais de milho. Foi utilizado o fungicida Epoxiconazol + Piraclostrobin, na dose de 0,75 L/ha. 

Ensaio 04 – Sete Lagoas-MG

O ensaio 04 foi conduzido na área experimental da Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas-MG, no verão de 2010/2011, em uma área com histórico de ocorrência severa da mancha branca do milho. A semeadura foi realizada em 18/11/2010. Foram utilizados as cultivares Attack, Traktor e 30P70. As cultivares Attack e Traktor apresentam maior resistência à mancha branca e a cultivar 30P70 é considerada suscetível. Utilizou-se o delineamento experimental de blocos ao acaso, com 18 tratamentos dispostos em arranjo fatorial (3 cultivares x 2 combinações de fungicidas x 3 número de aplicações) e três repetições. Foram utilizados os fungicidas Epoxiconazol + Piraclostrobin, na dose de 0,75 L/ha e Azoxistrobin + Ciproconazol, na dose de 0,3 L/ha. Em ambos os casos foi adicionado óleo mineral na dose de 0,5% do volume de calda. As avaliações da severidade das doenças foliares foram iniciadas a partir do aparecimento dos primeiros sintomas das doenças nas folhas e continuadas em intervalo de, aproximadamente, 10 dias. Para tal, utilizou-se uma escala de notas variando de 1 (0% de severidade) a 5 (100% das folhas com lesões;  acima de 75% de severidade). 

Análise econômica e estatística

A análise econômica, para os dados de produtividade, foi realizada em todos os ensaios conduzidos. Para tal, considerou-se a relação entre o rendimento de grãos, expressa em sacas/ha, das cultivares submetidas à uma e a duas aplicações de fungicidas, em relação à testemunha sem aplicação. O custo total da aplicação de fungicidas foi considerado como a soma do custo médio dos fungicidas (R$ 48,00) e o custo da aplicação terrestre (R$23,00) e aérea (R$37,00). No caso de apenas uma aplicação, o custo foi composto pelo preço médio dos fungicidas mais o custo da aplicação terrestre. Para duas aplicações o custo foi composto pelo preço médio dos fungicidas adicionado do custo das aplicações terrestre (primeira) e aérea (segunda). Os valores de custo para aplicação de fungicidas foram expressos em sacas/ha, considerando-se o valor médio da saca de milho a R$25,00. O ganho produtivo para cada cultivar (rendimento) com uma ou duas aplicações de fungicidas foi comparado com o custo da aplicação utilizando o teste t (p=0,05). Para os tratamentos com uma e duas aplicações o custo foi considerado 3 e 6,5 sacas por hectare, respectivamente.

Os valores de severidade das doenças obtidos em cada avaliação foram utilizados para calcular a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD). Os valores de AACPD, de cada tratamento, foram submetidos à análise de variância e as médias, quando necessário, foram comparadas entre si utilizando o teste de médias Tukey a 5% de probabilidade.

Resultados e Discussão

Em todos os ensaios realizados foi observado o mesmo padrão de resposta de produtividade das diferentes cultivares à aplicação de fungicidas. O rendimento produtivo das cultivares submetidas à aplicação, em relação à testemunha sem fungicida, variou de valores negativos, valores positivos abaixo dos limites dos custos de aplicação a valores positivos acima dos limites de custo. Os resultados demonstram uma grande inconsistência de resposta de produtividade das cultivares à aplicação dos fungicidas. Algumas cultivares que apresentaram aumento de produtividade com uma aplicação, em relação ao tratamento sem fungicida, apresentaram resposta negativa com duas aplicações ou mesmo com uma aplicação em outra localidade. 

Ensaio 01 - Sete Lagoas-MG e Londrina-PR

No ensaio de Sete Lagoas, os valores de rendimento, em relação à testemunha, variaram de -33 a 30 sacas/ha. Com uma aplicação, dezessete cultivares apresentaram aumento de produtividade, porém, quatro não diferiram do custo de aplicação. Com duas aplicações, sete cultivares apresentaram rendimentos negativos e 13 rendimentos positivos; no entanto, apenas oito obtiveram rendimento acima do custo de aplicação. As cultivares BRS3025, AS1570, DKB390, BRS1040 apresentaram resposta positiva com uma aplicação e resposta negativa com duas aplicações.

Para o mesmo ensaio, conduzido em Londrina, os valores de rendimento das cultivares, em relação à testemunha, variaram de -30 a 42 sacas/ha. Nesse ensaio, cinco cultivares apresentaram resposta negativa de produtividade com uma aplicação de fungicida e nove cultivares apresentaram produtividade positiva superior ao custo de aplicação. Com duas aplicações, oito cultivares apresentaram resposta negativa e oito resposta positiva acima do custo de aplicação. Assim como para o experimento conduzido em Sete Lagoas, algumas cultivares (BRS1010, BRS1030, BRS1031, 2B710 e DKB390) apresentaram resposta positiva com uma aplicação e negativa com duas. As cultivares 3E5115 e 2B657 apresentaram resposta positiva com duas aplicações e negativa com uma.

Em Sete Lagoas, as principais doenças foliares detectadas nas avaliações foram a mancha branca (Pantoea ananatis), a mancha de bipolaris (Bipolaris maydis) e a antracnose foliar (Colletotrichum graminicola). Em Londrina, as principais doenças detectadas foram a mancha branca (Pantoea ananatis), a ferrugem comum (Puccinia sorghi) e a cercosporiose (Cercospora zeae-maydis). Em ambos locais, houve uma maior predominância da mancha branca; porém, as maiores severidades foram observadas em Sete Lagoas. As notas médias gerais para doenças foram de 3,9 e 3,0 para os ensaios conduzidos em Sete Lagoas e Londrina, respectivamente.

Ensaios 02 e 03 – Rio Verde-GO

No ensaio 02, conduzido na primeira época de plantio em Rio Verde-GO, os valores de rendimento das cultivares, em relação à testemunha, variaram de -19 a 34 sacas / ha. Nesse ensaio, considerando uma aplicação de fungicida, das 23 cultivares avaliados, 11 das cultivares apresentaram menor rendimento quando comparadas às testemunhas sem aplicação. Onze cultivares apresentaram rendimento produtivo positivo maior que o custo de aplicação. Com duas aplicações, oito cultivares apresentaram resposta negativa e seis cultivares rendimento produtivo positivo e maior que o custo das aplicações. No ensaio conduzido na segunda época de plantio (com 26 cultivares avaliadas), o número de cultivares que apresentaram rendimento produtivo superior ao custo de aplicação foi maior que o verificado no ensaio de primeira época (14 e 10 cultivares com uma ou duas aplicações, respectivamente). Na primeira época de plantio, as cultivares AS1555YG, 30A86HX, 30A70 e 30K64YG apresentaram rendimento negativo com uma aplicação e positivo com duas. No ensaio conduzido na segunda época, as cultivares AS1555YG, 2B604Hx, Impacto, AS1596 e 30A70 apresentaram rendimento negativo com duas aplicações e rendimento positivo com uma aplicação. As cultivares CD327, 30F35YG, STATUS, e DKB175 apresentaram rendimento positivo com duas aplicações e negativo com uma aplicação.

Em ambas as épocas de plantio, as doenças detectadas foram as mesmas, variando, no entanto, quanto à severidade da sua ocorrência. Foram detectadas as seguintes doenças: mancha branca (2,0 e 2,5), mancha de diplodia (1,8 e 2,3), ferrugem polissora (1,1 e 2,1), cercosporiose (1,1 e 2,0), mancha de turcicum (1,0 e 1,8) e antracnose foliar (1,6 e 2,0). Os valores entre parênteses dizem respeito às notas médias de severidade das doenças na primeira e segunda época de plantio, respectivamente. 

Ensaio 04 - Sete Lagoas-MG

Em Sete Lagoas, durante o período de condução deste do ensaio, foi verificado uma severa epidemia da mancha branca do milho, cuja nota final média de severidade no cultivar suscetível 30P70 foi 5,0. O valor de AACPD foi significativamente superior neste cultivar em comparação às cultivares Attack e Traktor. A utilização dos fungicidas Epoxiconazol + Piraclostrobin e Azoxistrobin + Ciproconazol foi eficiente em reduzir a severidade da doença, em comparação à testemunha. Os fungicidas não apresentaram diferença entre si. Não foi verificada diferença significativa na redução da doença nos tratamentos submetidos a uma e duas aplicações.

Os resultados de produtividade obtidos nesse ensaio seguem o mesmo padrão descrito nos ensaios anteriores. O rendimento das cultivares comparadas à testemunha, sem aplicação, variou de -15 a 8 sacas/ha com uma aplicação e -15 a 20 sacas/ha, com duas aplicações de fungicidas. Os maiores rendimentos oriundos da aplicação dos fungicidas foram obtidos na cultivar suscetível à mancha branca, 30P70. Comparando-se uma e zero aplicações, apenas a cultivar 30P70 apresentou rendimento produtivo acima do limite de custo de aplicação com o fungicida azoxistrobin + ciproconazol. O fungida Epoxiconazol + Piraclostrobin resultou em aumento da produção; no entanto, o aumento não foi maior que o custo da aplicação. Comparando-se duas e zero aplicações, apenas a cultivar 30P70 pulverizada com o produto Epoxiconazol + Piraclostrobin apresentou produtividade superior ao custo das aplicações. 

Nos últimos anos, o uso de fungicidas foliares em lavouras comerciais de milho tem aumentado de forma significativa nas principais regiões produtoras do Brasil. De fato, a eficiência de fungicidas no controle das doenças na cultura do milho tem sido relatada em diversos trabalhos realizados no Brasil e no mundo (CUNHA et al., 2010; SHAH & DILLARD, 2010; JULIATTI et al., 2007; ADEE et al., 2005; MUNKVOLD et al., 2001; PINTO et al., 2004). Ao longo desse período, tem sido bastante discutido e divulgado a existência de efeitos fisiológicos dos fungicidas do grupo das estrobilurinas em diversas culturas, inclusive no milho. Algumas empresas têm divulgado o uso desses fungicidas para o manejo de estresses bióticos e abióticos em diversas culturas, sugerindo um potencial aumento de produtividade mesmo na ausência de doenças no campo (WISE & MUELLER, 2011; RAVA, 2002). No entanto, não se conhece resultados de pesquisa quantificando esse potencial aumento da produtividade em milho advindo da utilização dos fungicidas estrobilurinas e a magnitude dos benefícios econômicos desses fungicidas tem sido bastante questionado por parte de alguns patologistas de milho (MUNKVOLD et al., 2001). 

No presente estudo, os resultados obtidos demonstram uma elevada inconsistência de resposta de produtividade de cultivares de milho à aplicação de fungicidas. Essa inconsistência é observada como uma ausência de repetibilidade dos ganhos produtivos de diferentes cultivares quando submetidas à aplicação de fungicidas em comparação a parcelas não tratadas. Algumas cultivares apresentaram rendimento produtivo superior ao limite de custo quando submetidos a uma aplicação de fungicida, mas quando tratados com duas aplicações o rendimento produtivo foi negativo, ou seja, produziu menos que a testemunha sem aplicação. Exemplos desse caso ocorreram com os genótipos DKB390, ID2305 e 3D2932 no ensaio 01 em Sete Lagoas-MG e as cultivares 2B710 e DKB390 no ensaio 01 em Londrina-PR. Em outras situações, o mesmo cultivar apresentou rendimento produtivo superior ao custo de aplicação em uma determinada localidade, mas o rendimento produtivo foi negativo em outro local, considerando o mesmo número de aplicações e o produto utilizado. Exemplos dessa situação são as cultivares 2B587, AS1570 e 2B657 em Sete Lagoas e Londrina, com uma aplicação de fungicida. Esses resultados estão de acordo com os resultados obtidos por WISE & MUELLER (2011) nos Estados Unidos da América. Segundo os autores, em 472 tratamentos onde se compararam áreas tratadas e não tratadas com fungicidas, 80% apresentaram resposta de produtividade positiva a uma aplicação de fungicida e, em 20% dos casos, foi obtida resposta de produtividade nula ou negativa à aplicação. Em outro estudo, a resposta de produtividade negativa em relação à testemunha foi obtida em 26 a 48% dos casos, dependendo do fungicida utilizado (PAUL et al., 2011). Resultados semelhantes foram obtidos em outros estudos (NELSON et al., 2010; KHAN & CARLSON, 2009; SWOBODA & PEDERSEN, 2009; NASON, et al., 2007).

A aplicação de fungicida resultou em aumento de produtividade em várias cultivares de milho em todos os ensaios conduzidos nesse estudo. No entanto, em diversas situações, esses aumentos não resultaram em benefício econômico, ou seja, o aumento de produtividade foi menor que o custo requerido para a realização da aplicação do fungicida. Resultados semelhantes têm sido observados em outros trabalhos (WISE & MUELLER, 2011; PAUL et al., 2011). A obtenção de benefício econômico positivo da aplicação de fungicida não depende apenas do aumento de produtividade obtido, mas, também, do custo necessário para a aplicação do fungicida e do preço de mercado da saca de milho. Esses fatores podem apresentar variação de região para região e ao longo do tempo de acordo com as oscilações de mercado.

De modo geral, uma menor inconsistência na resposta de produtividade das cultivares e um maior benefício econômico da aplicação de fungicida, dado pelo número de cultivares com rendimento produtivo superior ao custo de aplicação, ocorreram nas situações onde foram registradas as maiores severidades das doenças. Esse fato pode ser observado no ensaio 01 conduzido em Sete Lagoas (nota média de severidade das doenças foliares 3,9) em relação ao ensaio conduzido em Londrina (nota média de severidade das doenças foliares 3,0) e no ensaio de 2ª época em Rio Verde em relação ao ensaio de primeira época. O ensaio 04 foi conduzido exatamente com o objetivo de se avaliar a influência do nível de doença na resposta de cultivares de milho à aplicação de fungicidas. Esse ensaio foi conduzido em um local com histórico de ocorrência de severas epidemias da mancha branca, uma das principais doenças da cultura no Brasil na atualidade. Os resultados demonstram uma elevada suscetibilidade da cultivar 30P70 a essa doença, em relação às cultivares mais resistentes Attack e Traktor. Os fungicidas utilizados para o controle da mancha branca apresentaram eficiência em reduzir a severidade da doença quando comparados à testemunha sem aplicação, embora não tenha havido diferença com relação ao número de aplicações. Os resultados de produtividade demonstram que rendimento positivo acima dos custos de aplicação, tanto para uma quanto para duas aplicações de fungicida, ocorreram apenas na cultivar suscetível 30P70. Os maiores rendimentos produtivos e as menores inconsistências de resposta à aplicação de fungicidas ocorrem em situações de elevada pressão de doença, que normalmente são resultantes do uso de cultivares suscetíveis em locais com condições favoráveis ao desenvolvimento das doenças e com elevado potencial de inóculo na área. Esses resultados estão de acordo com os obtidos por PAUL et al. (2011). Esses autores utilizaram resultados de ensaios de aplicação foliar de fungicidas conduzidos entre os anos de 2002 a 2009, em quatro estados dos Estados Unidos, para determinar a resposta de produtividade do milho à aplicação de diferentes fungicidas contendo estrobilurinas nas misturas. Segundo os autores, é improvável a obtenção de benefício econômico da aplicação foliar de fungicidas na cultura do milho quando a severidade das doenças foliares é baixa e a expectativa de produtividade é alta. WISE & MUELLER (2011), em ensaios de aplicação de fungicida em milho em diferentes regiões entre os anos de 2005 a 2009, verificaram que em Nebraska, onde a pressão de doença é, normalmente, maior, em 90% dos tratamentos submetidos à aplicação de fungicida o rendimento produtivo foi superior ao custo de aplicação. Por outro lado, em locais onde a pressão de doença é baixa, os resultados de aumentos de produtividade foram inconsistentes, quando se comparou tratamentos com e sem a aplicação de fungicidas.

No presente trabalho, a obtenção de rendimento produtivo positivo acima do custo de aplicação foi verificado em um maior número de cultivares quando realizada uma aplicação de fungicida. No ensaio 01 em Sete Lagoas 65% das cultivares com uma aplicação de fungicida apresentaram produtividade superior à testemunha sem aplicação. Em Londrina, esse valor foi de 40%. Com duas aplicações, 45% e 35% das cultivares responderam à segunda aplicação de fungicida em Sete Lagoas e Londrina, respectivamente. No ensaio 04, os maiores benefícios econômicos ocorreram com uma aplicação de fungicida. A obtenção de benefício econômico com duas aplicações de fungicida depende, provavelmente, do nível de doença e da expectativa de produtividade a ser alcançada. Quanto maior a pressão de doença nas fases da cultura posteriores à polinização, maior será o retorno econômico da segunda aplicação. No entanto, se a expectativa de produção for similar àquela obtida com uma aplicação, a probabilidade de retorno econômico da segunda aplicação é menor. MUNKVOLD et al. (2001), utilizando análises de inferência bayesiana para calcular a probabilidade de retorno líquido positivo com uma ou duas aplicações de fungicidas em 10 ensaios de campo, considerando parcelas tratadas e não tratadas, o preço dos grãos e o custo das aplicações, concluiu que a probabilidade de retorno positivo líquido foi quase sempre maior com uma aplicação de fungicida (acima de 50% em seis dos nove ensaios), e, também, que essa probabilidade é fortemente influenciada pela suscetibilidade do híbrido. Segundo os autores, híbridos resistentes são menos responsivos ao tratamento com fungicida que híbridos suscetíveis. Resultados semelhantes foram obtidos por PAUL et al. (2011).

Outro fator que chama atenção nos resultados obtidos nesse trabalho e nos resultados obtidos por PAUL et al. (2011) e WISE & MULLER (2011), é a elevada ocorrência de resultados negativos de rendimento, ou seja, quando a produtividade é menor em áreas tratadas com fungicidas em relação a áreas não tratadas. Esse aspecto não tem sido discutido nos trabalhos acima citados. Considerando que os fungicidas estrobilurinas podem interferir na fisiologia das plantas de milho, uma questão a ser respondida seria: poderiam esses fungicidas interferir na fisiologia da planta de milho de maneira prejudicial, resultando em perdas na produtividade da cultura? Um estudo interessante foi desenvolvido por BELOW et al. (2009). Segundo os autores, os fungicidas do grupo das estrobilurinas atuam inibindo a atividade da enzima ACC sintase, enzima chave na síntese de etileno na planta, um hormônio responsável pelo desenvolvimento das espigas. Portanto, a aplicação de fungicidas no milho entre os estádios V11 e V15, atuaria na redução dos níveis de etileno nas plantas resultando numa intensificação da ocorrência de espigas mal formadas, com consequentes perdas na produtividade. As aplicações de estrobilurina resultaram em 41,2% e 51% de espigas mal formadas quando as aplicações foram realizadas nos estádios V11 e V15, respectivamente, contra 0,1 e 1,2% na testemunha sem aplicação. Além desse efeito na síntese de etileno, as estrobilurinas podem atuar em outros processos metabólicos na planta de milho, como a fotossíntense e degradação de clorofila (GROSSMAN & RETZLAFF, 1997). Segundo BELOW et al. (2009) não se pode descartar a possibilidade das estrobilurinas interferirem em outros processos regulatórios nas plantas que afetem a produtividade da cultura sob determinadas situações de ambiente, e que, adjuvantes utilizados nas misturas com fungicidas também possam afetar a síntese de etileno na planta e, consequentemente, o desenvolvimento normal das espigas. Nesse contexto, vale ressaltar que, nos Estados Unidos, a bula dos produtos Quilt (Azoxistrobin + Propiconazol) e Quilt Exel (Azoxistrobin + Propiconazol) registrados para o manejo de doenças na cultura do milho, trazem uma ressalva de que a aplicação desse produto, antes da fase do pendoamento, pode impor estresses nas plantas que podem inibir o desenvolvimento normal dos grãos, especialmente sob condições de estresses ambientais (SYNGENTA CROP PROTECTION, 2011).

Conclusões

1. Os resultados de rendimento produtivo nas cultivares tratadas com fungicidas apresentaram elevada inconsistência sob condições de baixa severidade de doenças. Portanto, é necessário cautela na recomendação de fungicidas, principalmente se há baixa expectativa de produtividade.

2. Uma maior frequência de rendimento positivo e de benefício econômico ocorreu quando as aplicações de fungicida foram realizadas em condição de elevada pressão de doença. 

3. Recomenda-se a aplicação de fungicidas para cultivares suscetíveis em condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças no que se refere ao clima e ao sistema de produção, condições em que foram observadas as menores inconsistência de produtividade e maior custo benefício da aplicação.

4. Mais estudos são necessários para um melhor entendimento do efeito das estrobilurinas na fisiologia e seus reflexos sobre a produtividade de plantas de milho. 

Referências Bibliográficas

ADEE, E. A.; PAUL, L. E.; NAFZIGER, E. D.; BOLLERO, G. Yield loss of corn hybrids to incremental defoliation. Online. Crop Management. doi:10.1094/CM-2005-0427-01-RS., 2005.

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