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Escolher a semente de milho envolve muitos fatores

A escolha da semente de milho a ser plantada nesta safra deve ser criteriosa. O potencial produtivo de uma cultivar (híbrido ou variedade) é um dos primeiros aspectos considerados pelos agricultores na compra de sua semente. Entretanto, a estabilidade de produção, que é determinada em função do comportamento em cultivos em diferentes locais e anos, também deverá ser considerada. Cultivares estáveis são  aquelas que, ao longo dos anos e dentro de determinada área geográfica, têm menor oscilação de produção, respondendo com maior produção em anos mais favoráveis e não tendo grandes quedas de rendimento em anos desfavoráveis. É comum acreditar que variedades têm maior estabilidade do que híbridos, mas isto não é verdade havendo híbridos simples de alta estabilidade.

Outros aspectos a serem considerados:

1.    aceitação comercial do tipo de grão pelo mercado consumidor, principalmente quanto à cor e à textura do grão e à resistência às principais podridões de grão.

2.    adaptação às condições edafoclimáticas de cada região – atualmente, o zoneamento agroclimático indica  as cultivares recomendadas para cada estado, tanto no plantio da safra como na safrinha/segunda safra.

3.    resistência ou tolerância às principais doenças que ocorrem na região (o produtor deve se informar com extensionistas sobre quais as principais doenças ocorrem em sua região e procurar cultivares que sejam resistentes às mesmas).

4.    nível de tecnologia disponível para a cultivar a ser utilizada.

5.    ciclo adequado aos diferentes sistemas de produção.

Os híbridos só têm alto vigor e produtividade na primeira geração (F1), sendo necessária a aquisição de sementes híbridas todos os anos. Se os grãos colhidos forem semeados, o que corresponde a uma segunda geração (F2), haverá redução, dependendo do tipo de híbrido, de 15 a 40% na produtividade, perda de vigor e grande variação entre plantas. O F2 de alguns híbridos pode ter potencial produtivo semelhante ao de algumas variedades e seu uso só se justificaria em condições onde a produtividade esperada seja bastante baixa.

Em quaisquer situações, os híbridos são mais produtivos do que as variedades, assim como as variedades são geralmente mais produtivas do que as sementes crioulas. Entretanto, em situações de baixo capital disponível e baixo uso de insumos (o que deve levar a menores níveis de produtividade), a relação custo/beneficio do plantio de variedades pode vir a ser superior à obtida com o uso de híbridos.

Os híbridos simples são potencialmente mais produtivos que os outros tipos e apresentam maior uniformidade de plantas e espigas. São também os mais caros. Os híbridos triplos são também bastante uniformes e seu potencial produtivo é intermediário entre os híbridos simples e duplos. O mesmo ocorre com o preço de suas sementes. Já os híbridos duplos são um pouco mais variáveis em características de planta e espiga que os simples e os triplos. O custo da semente dos duplos é mais baixo que o dos simples e triplos.

Ou seja, não existe uma recomendação geral para a escolha do híbrido a ser utilizado pelo agricultor. Dependendo da dimensão de sua lavoura, seria recomendável a realização, a cada ano, do plantio de diferentes cultivares em áreas menores, como forma de comparar o desempenho das novas cultivares de milho que estejam sendo oferecidas pelas empresas produtoras de sementes com as cultivares em uso. Desta forma, o agricultor pode se atualizar continuamente e incorporar ao seu sistema produtivo as novidades lançadas pelas empresas.

Autores:

José Carlos Cruz

Israel Alexandre Pereira Filho

Pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo

  COMENTÁRIOS  
 
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Miriam Dowell de B. Cavalcanti | 25/10/2012 - 22:15
Eu so quero parabenizar à todos pelo empenho de melhorar ainda mais esses grãos.
É de suma importancia a resistencia que voces desenvolvem, com isso evitando a contaminação de microorganismos..
Clenio Araujo | 04/12/2012 - 09:58
Obrigado pelo comentário, Miriam

Núcleo de Comunicação Organizacional / Embrapa Milho e Sorgo
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