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Mapeamento das épocas aptas para o plantio de milho consorciado com braquiária na segunda safra agrícola no Brasil

O milho é um produto estratégico para o Brasil, sendo utilizado para a alimentação humana e animal e como matéria-prima para a indústria. Considerando a importância econômica do milho, nos últimos anos têm ocorrido mudanças importantes nos sistemas de produção da cultura, ressaltando-se sua expansão nos sistemas de plantio direto e de integração lavoura-pecuária.

A adoção de Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (SILP ou ILP) possibilita o plantio de culturas consorciadas, promovendo benefícios econômicos e ambientais. Um dos sistemas que contribui para a Integração Lavoura-Pecuária é o cultivo do milho com braquiária. O consórcio dessas culturas é usado para recuperação ou implantação de pastagens, além da produção de grãos (JAKELAITIS et al., 2004). De acordo com Alvarenga et al. (2006), as principais vantagens da ILP são: possibilitar a exploração econômica do solo durante a maior parte do ano, reduzir custos, promover a distribuição de renda e redução do êxodo rural por causa da  maior oferta de empregos nas áreas rurais.

Diversas são as espécies de gramíneas-forrageiras tropicais que se apresentam como opções para a formação de pastagens no Brasil. As do gênero Brachiaria (syn. Urochloa, conforme Torres González e Morton (2005) e Valle (2013) - popularmente chamadas de "braquiária"- têm se estabelecido predominantemente no país, pela alta produtividade e pela capacidade de adaptação ao pastejo sob diversas condições ambientais e de manejo (KARAM et al., 2009). No Brasil, o gênero Brachiaria (syn. Urochloa) apresenta pelo menos 16 espécies originárias da África Tropical (SEIFFERT, 1980). Introduzidas no país na época da colonização (SEI- FFERT, 1980), atualmente ocupam 85% das áreas de pastagens (MOREIRA et al., 2009), sendo as espécies mais plantadas: Brachiaria brizantha, B. decumbens e B. ruziziensis (syn. Urochloa brizantha, U. decumbens e U. ruziziensis). São utilizadas para alimentação bovina, nas fases de cria, recria e engorda dos animais. Adaptam-se a diversas condições de solo e clima, ocupando área cada vez maior do território brasileiro, por proporcionar produções satisfatórias de forragem em solos com baixa e média fertilidades (SOARES FILHO, 1994). Quando bem manejadas, apresentam alta produção de matéria seca e eficiência na cobertura do solo (ALCÂNTARA, 1987; GHISI, 1991; ALVIM et al., 1990; CRISPIM; BRANCO, 2002; JAKELAITIS et al., 2004).

Uma das principais causas da baixa produtividade da pecuária brasileira é o processo de degradação em que se encontra a maior parte das pastagens. Estima-se que 80% dos quase 60 milhões de hec- tares das áreas de pastagens da região de Cerrado apresentem algum estádio de degradação (MACEDO et al., 2000).

Uma das alternativas para renovação de pastagens é através do consórcio com culturas anuais, como milho, sorgo ou arroz (Figura 1). Nesse caso, é feita a semeadura simultânea da cultura anual e da forrageira, ou aproveita-se o potencial das sementes da forrageira existentes no solo, tendo-se o pasto formado logo após a colheita da cultura (KICHEL et al., 1999).  Em função dos grandes investimentos necessários para a formação, recuperação ou refor- ma de pastagens, tem-se buscado diversas técnicas visando a diminuição desses investimentos. Entre estas técnicas, a utilização do consórcio de culturas com forrageiras tem sido preconizada na formação e reforma de pastagens, produção de forragem para confinamento, bem como de cobertura morta para plantio direto de culturas. Essa tecnologia permite reduzir os custos relativos à correção e adubação do solo e ao controle de plantas daninhas, pois, além de formação e recuperação das pastagens, permite a produção de grãos (SOUZA NETO, 1993; TOWNSEND et al., 2000; COBUCCI et al., 2001; FREITAS et al., 2005).

O consórcio de culturas produtoras de grãos e forrageiras tropicais é possível dado o diferencial de tempo e espaço no acúmulo de biomassa entre as espécies (KLUTHCOUSKI; YOKOYAMA, 2003). De acordo com Jakelaitis et al. (2004), a competição existente entre as espécies poderia inviabilizar o cultivo consorciado. Porém, o conhecimento no comportamento das espécies, pela competição por fatores de produção, torna-se de grande importância para o êxito na formação da pastagem no período de outono-inverno, e para a produção satisfatória da cultura produtora de grãos (BORGHI; CRUSCIOL, 2007).

Para ler o trabalho na íntegra, clique aqui.

Autores:

Elena Charlotte Landau
Bióloga, D.Sc. em Zoneamento Ecológico - Econômico, Agroclimatologia e Geoprocessamento, Pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas-MG
charlotte.landau@embrapa.br

Larissa Moura
Graduanda em Engenharia Ambiental no Centro Universitário de Sete Lagoas - UNIFEMM, Bolsista PIBIC/CNPq
na Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas-MG
larissa7m@yahoo.com

Daniel Pereira Guimarães
Engenheiro Florestal, D.Sc. em Manejo Florestal, Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas-MG
daniel.guimaraes@embrapa.br

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