topo
Jornal Eletrônico da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)   |
   Ano 09 - Edição 65 - Setembro de 2015
   Ano 13 - Edição 112 - Setembro/Outubro de 2019 
   Ano 13 - Edição 111 - Agosto de 2019 
   Ano 13 - Edição 110 - Julho de 2019 
   Ano 13 - Edição 109 - Junho de 2019 
   Ano 13 - Edição 108 - Maio de 2019 
   Ano 13 - Edição 107 - Abril de 2019 
   Ano 13 - Edição 106 - Março de 2019 
   Ano 13 - Edição 105 - Janeiro/Fevereiro de 2019 
   Ano 12 - Edição 104 - Nov. e Dezembro de 2018 
   Ano 12 - Edição 103 - Outubro de 2018 
   Ano 12 - Edição 102 - Setembro de 2018 
   Ano 12 - Edição 101 - Agosto de 2018 
 
 
seta
  ARTIGO logo Embrapa
  imagem da notícia  
Sistema de Integração Lavoura-Pecuária como estratégia de produção sustentável em região com riscos climáticos

A agropecuária da região de Sete Lagoas, no Estado de Minas Gerais, convive com dois problemas de clima que são determinantes no rendimento das lavouras e da pecuária: o veranico, com duração e período de ocorrência incertos, e o inverno e o outono secos. Apesar de importante bacia leiteira e de pecuária de corte, a maioria das
pastagens apresenta-se degradada sobre solos quimicamente esgotados. São comuns evidências de erosão nos seus estágios mais avançados, com grande população de plantas invasoras perenes e de cupinzeiros. Este quadro contribui para aumentar os custos de produção, fazendo com que muitas fazendas de pecuária trabalhem no vermelho.

A atividade agrícola é na sua maioria complementar à pecuária. A maioria dos produtores de grãos ou silagem adota baixo nível tecnológico, o que contribui para diminuir a média regional de produtividade. Para o caso do milho, as lavouras são tecnicamente mal conduzidas e o estande raramente ultrapassa as 40 mil plantas de milho/ha. A região apresenta uma média de produtividade de grãos e silagem da ordem de 3.335 kg/ha e 35 t/ha, respectivamente, conforme estimativa da Emater-MG. Dados dessa instituição ainda apontam déficit de quase 600 mil toneladas de grãos de milho em 2002. Atualmente, acredita-se que este déficit já tenha ultrapassado um milhão de toneladas de grãos de milho ao ano. Nos dois últimos anos agrícolas a maioria dos produtores rurais perdeu suas colheitas em razão do veranico que ocorreu em novembro, de menor intensidade, e de outro mais severo, em janeiro.

A comercialização de silagem é um negócio que vem aumentando bastante nos últimos anos. Pecuaristas que não dimensionaram bem a sua atividade recorrem à compra deste alimento como maneira de contornar o problema de falta de forragem no período seco do ano. Entretanto, pagam um alto preço principalmente pela falta de planejamento e de adoção de boas práticas agrícolas no manejo das lavouras de milho.

Diante desta realidade, a busca por alternativas de convivência com as peculiaridades do clima e com a eficiência produtiva da propriedade é um desafio para todo agropecuarista. Neste contexto, a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) surge como estratégia sustentável de produção para a região. Ela possibilita a exploração do solo
durante o ano todo, alternando na mesma área lavouras e pastagem. Como resultado haverá a produção de grãos, de forragens conservadas e de pastagens de boa qualidade.

Podem ser enumeradas as seguintes vantagens oriundas da adoção da ILP:
• Recuperação ou reforma de pastagens degradadas;
• Melhoria das condições físicas e biológicas do solo, com a pastagem na área de lavoura;
• Recuperação da fertilidade do solo, com a lavoura na área de pastagens;
• Produção de pasto, forragem conservada e grãos para alimentação animal na estação seca;
• Diminuição da dependência por insumos externos;
• Redução dos custos, tanto da atividade agrícola quanto da pecuária;
• Aumento da estabilidade da renda do produtor.

Para ler o trabalho na íntegra, clique aqui.

Autores:

Ramon Costa Alvarenga, pesquisador / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Miguel Marques Gontijo Neto, pesquisador / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Ivenio Rubens de Oliveira, pesquisador / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Emerson Borghi, pesquisador / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Rubens Augusto de Miranda, pesquisador / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Maria Celuta Machado Viana, pesquisadora / Epamig
Patrícia Monteiro Costa, zootecnista, doutoranda da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais
Fabiano Alvim Barbosa, professor adjunto da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais

  COMENTÁRIOS  
 
Nome Completo
E-mail
Comentário
OBS.: Os comentários são previamente analisados antes de sua publicação.
 
 
 
 
  ESPAÇO DO LEITOR
 
imagem de envelope

Entre em contato com a equipe que produz o jornal eletrônico Grão em Grão. Sugira reportagens, temas para serem abordados nos artigos, eventos, enfim, emita seu ponto de vista sobre o jornal. Você tem duas maneiras de interagir conosco:

por e-mail: cnpms.nco@embrapa.br ou
por telefone: (31) 3027-1272

  CADASTRO
 

Para se cadastrar e receber nosso informativo via e-mail, clique aqui.

Acesse também o nosso jornal no endereço http://grao.cnpms.embrapa.br

Caso queira, a qualquer momento, cancelar o recebimento do informativo, clique aqui ou envie uma mensagem para cnpms.nco@embrapa.br solicitando a retirada de seu nome da lista de leitores.

  EXPEDIENTE
 

O jornal eletrônico Grão em Grão faz parte do Programa de Comunicação Organizacional da Embrapa Milho e Sorgo.

Supervisora do NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional): Mônica Castro

Jornalistas responsáveis: Guilherme Viana (MG 06566 JP), José Heitor Vasconcellos (RJ 12914 JP), Marina Torres (MG 08577 JP) e Sandra Brito (MG 06230 JP)

Desenvolvedor: Luiz Fernando Severnini

Programador Visual: Alexandre Esteves Neves

Edição: NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional)

Revisão: Antonio Claudio da Silva Barros

Fotos desta edição: arquivo NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional) da Embrapa Milho e Sorgo, Lorena dos Santos

Chefia da Embrapa Milho e Sorgo: Antônio Álvaro Corsetti Purcino (chefe-geral), Sidney Netto Parentoni (chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento), Jason de Oliveira Duarte (chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia) e Mônica Aparecida Nazareno (chefe-adjunta de Administração)

 
logo da Embrapa