topo
Jornal Eletrônico da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)   |
   Ano 10 - Edição 70 - Fevereiro de 2016
   Ano 13 - Edição 112 - Setembro/Outubro de 2019 
   Ano 13 - Edição 111 - Agosto de 2019 
   Ano 13 - Edição 110 - Julho de 2019 
   Ano 13 - Edição 109 - Junho de 2019 
   Ano 13 - Edição 108 - Maio de 2019 
   Ano 13 - Edição 107 - Abril de 2019 
   Ano 13 - Edição 106 - Março de 2019 
   Ano 13 - Edição 105 - Janeiro/Fevereiro de 2019 
   Ano 12 - Edição 104 - Nov. e Dezembro de 2018 
   Ano 12 - Edição 103 - Outubro de 2018 
   Ano 12 - Edição 102 - Setembro de 2018 
   Ano 12 - Edição 101 - Agosto de 2018 
 
 
seta
  ARTIGO logo Embrapa
  imagem da notícia  
Adubação, produtividade e rentabilidade da rotação entre soja e milho em solo com fertilidade construída

Com o avanço tecnológico da produção de grãos no Cerrado, o investimento em adubação passou a constituir um dos principais fatores que possibilitam altas produtividades em solos originalmente de baixa fertilidade. Consolidou-se, assim, o pensamento de que elevadas doses de fertilizantes são necessárias para garantir a conservação do potencial produtivo desses solos. Assim, a ocorrência de talhões com elevados teores de Fósforo (P) e Potássio (K), em áreas de produção comercial de grãos, tem sido comum no Cerrado, em razão do efeito residual de adubações prévias. Apesar de o nível de fertilidade do solo ser interpretado em muitos casos como alto ou muito alto, é comum que os agricultores continuem adubando com quantidades fixas de Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), por temerem a redução de produtividade. Essa prática tem resultado em adubações desnecessárias ou superdimensionadas, com baixa eficiência de uso dos fertilizantes. 

No âmbito da pesquisa agrícola, verificou-se então a necessidade de se aferir as respostas à adubação em sistemas de produção em plantio direto em solos de fertilidade construída, visto que ainda não se dispunha de recomendações conclusivas abordando a possibilidade de reduzir a adubação nessas condições. A partir de um estudo de caso em fazenda de produção comercial de grãos, comprovou-se a viabilidade de, por meio de monitoramento da fertilidade do solo com análises periódicas, associar o grau de tamponamento das reservas de P e K ao redimensionamento da adubação praticada pelo agricultor. Foi possível identificar condições de manejo que permitem conciliar menor gasto com adubação, uso mais eficiente de fertilizantes e maior rentabilidade no cultivo de grãos em solo de fertilidade construída. 

A presente publicação torna-se uma das primeiras referências de que é possível otimizar a adubação em sistemas de produção de grãos tecnificados. Comprovou-se, em ambiente de cultivo real (condições de lavoura), que o manejo da "adubação de sistema" envolvendo as culturas de soja e milho pode ser otimizado a partir do uso de análises periódicas do solo. Foi validada a estratégia de monitoramento da disponibilidade de nutrientes e adequação da fertilização para aumentar a eficiência técnica e econômica da adubação de sistema em solos de fertilidade construída. Em solo com alta disponibilidade de P e K, a soja mostrou-se menos responsiva à adubação do que o milho, indicando a oportunidade de racionalizar o uso de fertilizantes por ocasião do cultivo da oleaginosa. Essa estratégia permite conciliar a manutenção do potencial produtivo das lavouras, com maior retorno econômico da adubação e com menores riscos de contaminação ambiental por nutrientes que não foram aproveitados pela cultura durante a safra.  

Álvaro Vilela Resende
Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo

Para ler o artigo, clique aqui

Autores:

Álvaro Vilela de Resende
Engenheiro Agrônomo - Doutorado em Ciência do Solo
Pesquisador na Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas-MG -  alvaro.resende@embrapa.br

Antônio Eduardo Furtini Neto
Engenheiro Agrônomo - Doutorado em Solos e Nutrição de Plantas
Professor na Universidade Federal de Lavras - MG- afurtini@dcs.ufla.br

Julian Junio de Jesús Lacerda
Engenheiro Agrônomo - Doutorado em Ciência do Solo
Professor na Universidade Federal do Piauí - PI - julianlacerda@gmail.com

Clério Hickmann
Engenheiro Agrônomo - Doutorado Ciência do Solo - clerioh@gmail.com

Otávio Prates da Conceição
Graduando em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de São João Del Rei, Campus Sete Lagoas - otavio_prates@hotmail.com

  COMENTÁRIOS  
 
Nome Completo
E-mail
Comentário
OBS.: Os comentários são previamente analisados antes de sua publicação.
 
 
 
 
  ESPAÇO DO LEITOR
 
imagem de envelope

Entre em contato com a equipe que produz o jornal eletrônico Grão em Grão. Sugira reportagens, temas para serem abordados nos artigos, eventos, enfim, emita seu ponto de vista sobre o jornal. Você tem duas maneiras de interagir conosco:

por e-mail: cnpms.nco@embrapa.br ou
por telefone: (31) 3027-1272

  CADASTRO
 

Para se cadastrar e receber nosso informativo via e-mail, clique aqui.

Acesse também o nosso jornal no endereço http://grao.cnpms.embrapa.br

Caso queira, a qualquer momento, cancelar o recebimento do informativo, clique aqui ou envie uma mensagem para cnpms.nco@embrapa.br solicitando a retirada de seu nome da lista de leitores.

  EXPEDIENTE
 

O jornal eletrônico Grão em Grão faz parte do Programa de Comunicação Organizacional da Embrapa Milho e Sorgo.

Supervisora do NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional): Mônica Castro

Jornalistas responsáveis: Guilherme Viana (MG 06566 JP), José Heitor Vasconcellos (RJ 12914 JP), Marina Torres (MG 08577 JP) e Sandra Brito (MG 06230 JP)

Desenvolvedor: Luiz Fernando Severnini

Programador Visual: Alexandre Esteves Neves

Edição: NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional)

Revisão: Antonio Claudio da Silva Barros

Fotos desta edição: arquivo NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional) da Embrapa Milho e Sorgo, Álvaro Vilela de Resende e Gustavo Porpino

Chefia da Embrapa Milho e Sorgo: Antônio Álvaro Corsetti Purcino (chefe-geral), Sidney Netto Parentoni (chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento), Jason de Oliveira Duarte (chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia) e Mônica Aparecida Nazareno (chefe-adjunta de Administração)

 
logo da Embrapa