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Mais 295 tipos de milho passam a integrar coleção preservada na Embrapa

A Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) recebeu do Cimmyt (Centro Internacional de Mejoramiento de Maíz y Trigo) diferentes amostras de sementes de milho brasileiro. Ao todo, são 295 amostras que se juntam à coleção de aproximadamente quatro mil tipos de milho preservados no Banco Ativo de Germoplasma (BAG) mantido pela Embrapa. No BAG, as sementes ficam catalogadas e conservadas em câmaras frias. O local é considerado fonte de variabilidade genética para o melhoramento de plantas e outras atividades de pesquisa.

Os materiais que estavam preservados no Cimmyt, sediado na Cidade do México, agora ficam disponíveis para pesquisas agrícolas desenvolvidas no Brasil. A pesquisadora Flavia França Teixeira é curadora do BAG Milho e explica como ocorreu a transferência das sementes e qual a importância desse processo.

Grão em Grão - Como surgiu a iniciativa de solicitar milhos ao Cimmyt?
Flavia França Teixeira
- O Cimmyt é o orgão internacional que desenvolve pesquisas com milho. Dentre as áreas de pesquisas desenvolvidas pelo Cimmyt, estão os recursos genéticos. Assim, o Cimmyt conserva uma coleção de germoplasma com acessos (amostras de sementes) de diversos países, inclusive do Brasil. Boa parte dos acessos do BAG Milho é preservada no Cimmyt.

De 2009 a 2011, foi desenvolvido um projeto na Embrapa Milho e Sorgo, financiado pelo Global Crop Diversity Trust e coordenado pela Regensur (Rede de Recursos Genéticos do Cone Sur), cujo objetivo era a multiplicação de acessos do BAG Milho e a duplicação dos mesmos em bancos de dados internacionais. Visando a boa condução desse projeto, os estoques dos BAGs de milho da Embrapa e do Cimmyt foram comparados para identificar acessos mantidos em apenas  uma das instituições e promover a duplicação desses acessos e, dessa forma, aumentar a segurança na preservação de germoplasma. Com base na identificação de acessos de origem brasileira presentes na coleção do Cimmyt e ausentes na colação da Embrapa, foi feita uma lista com 295 acessos que foram solicitados e recebidos.

É importante salientar que, além do recebimento das sementes, foram enviadas amostras para o Cimmyt, dentro das atividades do mesmo projeto. Também foi realizado o envio de amostras para o Banco Global de Sementes de Svalbard, localizado na Noruega.

O projeto proporcionou também a duplicação de sementes na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, localizada em Brasília. Todos os intercâmbios de materiais foram feitos seguindo a Acordo Internacional de Intercâmbio de Germoplasma. 

Que tipos de cultivares foram recebidos?
Foram recebidas variedades coletadas no Brasil que não eram mantidas no BAG Milho, porém estavam preservadas no Cimmyt. É importante salientar que essas coleções possuem formas de nomenclatura e codificação diferentes, entretanto há alguns nomes em comum, o que permitiu a comparação  entre as coleções. Mesmo assim, é possível que parte dos acessos recebidos já constasse do BAG Milho com outra nomenclatura.

Qual a importância de ter acesso a esses materiais?
Esses materiais são de origem brasileira, ou seja, foram coletados em propriedades agrícolas no território nacional. Entretanto, não é possível identificar os pontos de coletas, uma vez que os dados associados a esses acessos são incipientes. Esses acessos são parte integrante da agrobiodiversidade brasileira e, portanto, devem ser preservados e estar disponíveis para a pesquisa agrícola.

Após a chegada dos milhos, quais são os próximos passos na Embrapa Milho e Sorgo para preservá-los?
Primeiramente, é importante mencionar que qualquer germoplasma importado necessita passar pelo serviço de quarentena, pois as sementes podem carregar pragas e patógenos não presentes no Brasil. Os materiais que foram recebidos já passaram e foram aprovados nos serviço de quarentena da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Portanto, já podem ir para o campo.

As amostras de sementes recebidas são pequenas e precisam ser multiplicadas. As multiplicações serão feitas em campo e em casas de vegetação. Os primeiros lotes deverão ser semeados em janeiro/fevereiro de 2013. Após a multiplicação, os materiais serão incluídos no BAG Milho e poderão ser distribuídos para outras instituições, participar de caracterização e avaliações de germoplasma.

Qual é a importância de realizar intercâmbio de material genético (germoplasma), como no caso das sementes?
O intercâmbio de germoplasma é um assunto controverso, pois o germoplasma é  "matéria-prima" para o melhoramento, que, por sua vez, gera cultivares de grande valor agregado, importantes para o desenvolvimento agrícola e para a agronomia. Dessa forma, reter o germoplasma pode ser visto como uma forma de reter a riqueza da biodiversidade. Por outro lado, a preservação e o intercâmbio de germoplasma promovem a segurança alimentar, uma vez que, quando o germoplasma é mantido em instituições diferentes, ele está menos suscetível a perdas  e mais disponível para o cruzamento com outras variedades, gerando, dessa forma, outras combinações genotípicas favoráveis, que poderão participar de outros intercâmbios e assim por diante.  

Entrevista: Marina Torres (MG 08577 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
www.cnpms.embrapa.br
Núcleo de Comunicação Organizacional
Tel.: (31) 3027-1272
E-mail: marina.torres@embrapa.br

 

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