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Cenários variáveis, mas otimistas para a cultura do milho

Cautela e excesso de variáveis marcam a segunda época do plantio de milho no Brasil. Enquanto que em alguns estados o cereal já foi plantado em quase 70% da área prevista para a segunda safra, em outras regiões, como no sudoeste de Goiás, fatores como incidência de pragas e chuvas atrasam o andamento do plantio. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, o plantio do milho é feito logo após a colheita da soja; dessa forma, o ritmo está acelerado, devendo atingir 71% da área ocupada pela oleaginosa na safra 2012/2013. Já em Jataí, no sudoeste goiano, a chuva e as pragas que atacam as raízes têm atrasado o plantio.

Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), nos principais estados produtores o que se vê é uma forte incidência no plantio de cultivares precoces de soja – tanto transgênicas quanto convencionais – estabelecendo uma clara estratégia definida pelo produtor de maximização da receita bruta, conciliando soja no plantio de verão e milho na segunda safra.

A importância do sistema de produção soja precoce / milho safrinha pode ser constatada considerando as áreas médias plantadas nas safras 2012 e 2013, em que o milho segunda época foi plantado em 63,53% da área da soja em Mato Grosso do Sul; em 45,95% da área da oleaginosa em São Paulo; em 44,77% no Paraná; em 39,25% em Mato Grosso e em 25,76% da área ocupada pela soja na safra verão em Goiás.

De acordo com o sexto Levantamento de Safras da Conab, divulgado no último dia 07 de março, o milho segunda safra ocupará uma área de 8,3 milhões de hectares, que poderá resultar em uma produção de 41,28 milhões de toneladas. No último ano foram 39,1 milhões de toneladas em 7,7 milhões de hectares. Esse montante supera inclusive a produção do milho primeira safra, estimada em 34,79 milhões de toneladas. Já a produtividade decresceu um pouco, de 5.143 kg/ha para 4.989 kg/ha. O Paraná é destaque, motivado pelas excelentes condições climáticas.

Sistemas de produção distintos no Brasil

De forma geral, mesmo com tantos desafios – é o caso da infestação recente e crescente de lagartas em lavouras de milho transgênico principalmente nos estados de Mato Grosso, Goiás e Bahia – os produtores têm conseguido inúmeras vitórias. Segundo os pesquisadores José Carlos Cruz e Israel Pereira Filho, da área de Fitotecnia da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), devem ser analisadas três conjunturas ou três sistemas de produção de milho distintos no Brasil: milho produzido nas regiões Norte e Nordeste; milho safra verão, produzido na região Centro-Sul, e milho safrinha (já descrito acima). Veja abaixo mais informações sobre as regiões Norte e Nordeste e Centro-Sul.

Norte e Nordeste

Devido à variação na ocorrência da estação chuvosa, o milho, nessas regiões, também é produzido como primeira safra. No Norte e Nordeste também se planta o cereal no inverno que, de acordo com a Conab, é considerado como milho segunda safra (plantado entre janeiro e março/abril), cuja área tem aumentado nos últimos anos. Alguns estados como Rondônia, Tocantins e Bahia apresentam estas duas épocas de plantio.

Embora essas duas regiões tenham plantado 3,3 milhões de hectares (23,4% da área plantada no Brasil) entre 2009 e 2012, a contribuição na produção neste mesmo período foi de apenas 6,3 milhões de toneladas, representando 10,25% de toda a produção de milho no país. Tal situação reflete as condições climáticas desfavoráveis à cultura, especialmente quanto ao clima mais seco e com maiores temperaturas. Esses fatores, associados aos baixos níveis tecnológicos dos sistemas de produção da região, resultam em baixos rendimentos (1.875 e 2.230 kg/ha nos três anos considerados para a primeira e segunda safra, respectivamente). Além disso, a agricultura familiar predomina nessas regiões, com lavouras de subsistência, sendo comum o sistema de consorciação envolvendo o milho e diversos outros tipos de culturas.

Safra no Centro-Sul

Na safra normal obtêm-se os maiores rendimentos, ultrapassando 12 toneladas/ha e com alguns estados já alcançando rendimentos médios anuais superiores a 8 mil kg/ha, como Paraná e Goiás. A área plantada nesta região vem reduzindo, mas o rendimento tem aumentado, o que faz com que a produção se mantenha crescente em função da adoção de novas tecnologias. A partir de uma comparação entre o triênio 2007/08/09/10 e o triênio 2010/11/12/13 verifica-se, pelos dados da Conab, que a área de milho reduziu de 5,8 milhões de hectares para 4,8 milhões de hectares. Entretanto, a produção total tem-se mantido relativamente constante, variando de 28,4 milhões de toneladas na safra 2008/09 para uma estimativa de 29,9 milhões de toneladas na safra atual (2012/13), graças ao aumento no rendimento, cuja média no último triênio (2010/11/12/13) foi de 6.042 kg/ha.

Triênio 2009/10/11/12 – A safra normal na região Centro-Sul representou 35,42% de toda a área plantada anualmente com milho no Brasil e colheu 47,08% de todo o milho produzido. Provavelmente neste grupo exista a maior variabilidade nos níveis tecnológicos utilizados, variando da agricultura familiar, muitas vezes com baixo nível tecnológico e consequentemente com baixos rendimentos de grãos, até os sistemas mais tecnificados, com predominância da utilização de sistemas de plantio direto, muitas vezes associados ao sistema de produção integrada de lavoura-pecuária (iLP) e até mesmo ao sistema integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), bem como agricultura de precisão, e agricultura irrigada. Considerando os dados do 5º levantamento de safras da Conab (2013) esta produção é concentrada principalmente na região Sul, responsável pelo plantio de 50,48% da área plantada na safra normal seguida pela região Sudeste, responsável por 37,52% da área plantada. A região Centro-Oeste é responsável por apenas 12% do milho plantado neste sistema. Na época normal de plantio, a área plantada com o milho sofre grande competição com a área plantada com a soja. Na safra 2012/13, a área plantada com a soja cresceu 10,47%, passando de 25 milhões de hectares para 27,6 milhões de hectares. Já a área com a cultura do milho na safra de verão (primeira safra) decresceu 5,4% (2,6% nas regiões Norte e Nordeste e 9,1% na região Centro-Sul).

Mais informações: Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO) da Embrapa Milho e Sorgo, Unidade da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), vinculada ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento): (31) 3027-1905 ou cnpms.nco.geral@embrapa.br .

 

Texto: Guilherme Viana (MTb / MG 06566 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
www.cnpms.embrapa.br
NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional)
Tel.: (31) 3027-1905
E-mail: guilherme.viana@embrapa.br

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