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Armazenar corretamente o milho é fundamental

Em toda safra, a cena se repete. Antes, durante e após a colheita de grãos, perdas podem ser vistas, inclusive a olho nu. Situações como maquinários inadequados para a colheita ou o transporte, por exemplo, não são raras. Mas essas perdas podem ser pelo menos amenizadas adotando-se medidas relativamente simples. Para a fase específica do armazenamento, são indicadas as BPArs (Boas Práticas de Armazenamento). A ideia é agir de maneira preventiva, antes do armazenamento, quando a efetividade das medidas é maior e os custos financeiros de implantação são menores.

De acordo com Marco Aurélio Guerra Pimentel, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo na área de armazenamento, tanto pequenos, como médios e grandes produtores podem adotar as boas práticas. "A principal medida preventiva, visando às boas práticas de armazenamento, é a higienização ou limpeza do ambiente. A limpeza é tão importante que alguns autores chegam a afirmar que constitui percentual significativo no sucesso do armazenamento do milho com qualidade", explica. É preciso também que piso, telhado e paredes do local de armazenamento estejam em boas condições de impermeabilização, para que não entrem umidade do solo ou água de chuva.

Além dessa higienização, recomenda-se tratar o local com inseticidas protetores antes do armazenamento e periodicamente ou quando houver infestação. Após a limpeza geral do ambiente, pode ser feita a pulverização com inseticida de efeito residual, desde que este seja devidamente recomendado pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e que o aplicador se lembre de usar EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), que, no caso, são macacão de mangas compridas, chapéu de aba larga, luvas e avental impermeáveis, botas e máscara apropriada para a aplicação. De acordo com Marco Aurélio, "os inseticidas são utilizados para eliminar qualquer forma ou estágio de insetos no ambiente de armazenamento, além de proteger as estruturas contra a penetração de insetos provenientes do ambiente externo".

Para o armazenamento adequado, o teor de umidade dos grãos não deve ser maior do que 13% ou 14% ou menor do que 12%, que é o nível usual de comercialização. No milho, "quanto maior o percentual de água nos grãos, maior é a probabilidade de infestação por insetos, colonização por fungos e deterioração do produto", conta o pesquisador da Embrapa, lembrando que é preciso considerar a finalidade do milho (ração, semente ou outra) para saber a temperatura ideal para a secagem. Como exemplo, a temperatura adequada de secagem de grãos de milho para a fabricação de ração animal deve ser menor do que 82°C.

Armazenamento a granel - Nesta situação, a limpeza dos grãos deve ser anterior ao armazenamento e feita através de máquinas de limpeza de ar e peneira ou através de peneiras com malha adequada. "Esta medida é importante porque os insetos têm mais dificuldade de infestar grãos limpos. No processo de limpeza, ocorre a redução do teor de impurezas, matérias estranhas, restos culturais e grãos trincados, quebrados ou ardidos do lote a um nível aceitável para a armazenagem e a comercialização", explica Marco Aurélio.

Com relação a produtos armazenados de safras anteriores, material oriundo da limpeza de grãos e material para descarte infestado com insetos, é preciso separá-los e fazer o expurgo, que é a aplicação de um inseticida fumegante chamado fosfina (que libera um gás altamente tóxico e, por isso, não pode ser inalado durante a aplicação). O uso de lonas plásticas próprias de PVC como apoio no solo e de máscara e luvas protetoras para o aplicador é recomendado.

Mesmo após tantas medidas para limpeza e proteção, o produtor ainda precisa monitorar os grãos armazenados ao menos semanalmente. "Após realizar o enchimento dos armazéns, o produtor deve manter o monitoramento periódico do local de armazenagem e do milho armazenado, verificando a presença e a população de pragas, a presença de animais domésticos, a contaminação por fungos ou ainda a elevação da temperatura e a umidade dos grãos armazenados", finaliza Marco Aurélio.

Texto: Clenio Araujo (MTb / MG 06279 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
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