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Mitigação do uso de agrotóxicos no estado de Minas Gerais

O uso inadequado de agrotóxicos tem sido uma fonte constante de contaminação de pessoas, animais, alimentos e do próprio meio ambiente em todo o mundo.  A busca pelo aumento da produtividade das culturas, sem levar em conta os riscos desses produtos, pode trazer consequências muitas vezes irreversíveis para todos.

Líder mundial no consumo de agrotóxicos, o Brasil possui dados alarmantes de contaminação por agroquímicos. Só em 2010, o Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas (Sinitox) registrou 10.490 casos de intoxicação.

Preocupados com ações de racionalização no emprego desses compostos, no estado de Minas Gerais, a Embrapa Milho e Sorgo, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Minas Gerais e seus filiados (Instituto Mineiro de Agropecuária, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais) trabalham “no desenvolvimento, validação e uso de uma metodologia para avaliar e classificar o potencial de risco do uso de agrotóxicos”.

O pesquisador Décio Karam, da Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas-MG, explica como está sendo realizada essa pesquisa, que visa subsidiar produtores e consumidores com informações do uso racional de agrotóxicos para manutenção da sustentabilidade dos agrossistemas.

Grão em Grão: Como está sendo realizada essa pesquisa?
O trabalho de pesquisa e diagnóstico está sendo feito através de questionários, que identificam o uso de agrotóxicos, nas propriedades rurais de Minas Gerais. Com isso, é possível fazer a caracterização e, também, o monitoramento do uso desses agrotóxicos.

Quantas propriedades participam dessa pesquisa? 
O trabalho de pesquisa e diagnóstico foi realizado em 160 propriedades rurais, localizadas em 44 municípios do estado de Minas Gerais.

Essas propriedades foram selecionadas em 14 coordenadorias regionais do Instituto Mineiro de Agropecuária de Minas Gerais (Oliveira, Varginha, Pouso Alegre, Passos, Uberaba, Unaí, Juiz de Fora, Viçosa, Governador Valadares, Guanhães, Janaúba, Montes Claros e Belo Horizonte). Além da aplicação do questionário, os proprietários receberam, também, orientação quanto ao uso correto destes agentes químicos.

E qual a diversidade de plantios?
Foram coletadas informações de plantio de 36 culturas: abóbora, alface, alho, banana, batata, beterraba, café, cana-de-açúcar, cebolinha, cenoura, citros, couve, couve-flor, eucalipto, feijão, goiaba, jiló, manga, maracujá, milho, morango, pastagem, pepino, pêssego, pimenta do reino, pimentão, quiabo, repolho, rosa, soja, sorgo, tomate, uva, vagem, mamão e algodão. Isso mostra a abrangência dessa pesquisa nas propriedades rurais.

Que tipo de informação se busca nessas propriedades?
Em todas estas propriedades foram apontados quais produtos estão sendo utilizados e em quais classes toxicológicas e ambientais estão focados este uso; quais os cuidados no momento do manuseio e aplicação e qual a destinação dos resíduos e embalagens.

De que forma essas informações poderão auxiliar na redução dos impactos causados pelos agrotóxicos?
Com essas informações, será elaborado um programa para mitigação e prescrição do uso destes agentes, visando reduzir os níveis toxicológicos, assim como os impactos sociais e ambientais, nas propriedades monitoradas do Estado.

Serão desenvolvidas, também, metodologias para nortear o desenvolvimento de ações estratégicas de cunho político, técnico, econômico, social e ambiental.

Como essas informações serão disponibilizadas e qual a importância dessa pesquisa para a propriedade rural do estado de Minas?
Todas essas áreas estão sendo georreferenciadas para confecção de mapas do estado de Minas Gerais, especialmente quanto às classes toxicológicas e ambientais dos agrotóxicos utilizados.

Este trabalho diagnostica e norteia a tomada de decisão para estabelecimentos agrícolas que atendam aos preceitos do agronegócio competitivo e sustentável, reduzindo o risco e o impacto gerado pelos agrotóxicos.

 



Foto da capa (Carlos Fernando de Souza - Coordenadoria Regional de Governador Valadares): Produtor Antonio Adriano Ferreira, coordenadoria de Governador Valadares, munícipio de Piedade de Caratinga – participante do diagnóstico referente às culturas do café, jiló e vagem

 

Foto desta página (Rodrigo Paixão - Coordenadoria Regional de Patos de Minas): Área de plantio da cultura da cenoura, coordenadoria de Patos de Minas, município de São Gotardo, Fazenda Agropecuária São Gotardo-Agropesg

 

Texto: José Heitor Vasconcellos (RJ 12914 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
www.cnpms.embrapa.br
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Tel.: (31) 3027-1167
E-mail: jose.heitor@embrapa.br

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