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Pragas emergentes nas lavouras de milho transgênico Bt

"O milho Bt é uma tecnologia inovadora no mundo. Porém, à semelhança dos demais métodos, somente o milho transgênico não irá eliminar a presença de insetos fitófagos. Um exemplo é o caso das espécies de insetos sugadores, muitas delas de difícil controle, ou até mesmo a lagarta-do-cartucho, que já tem sido constatada em algumas cultivares Bt ou a presença recente da Helicoverpa armigera". Essa explicação foi um dos destaques da palestra do pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) Ivan Cruz durante o XII Seminário Nacional de Milho Safrinha, evento realizado em novembro em Dourados-MS.

Com o objetivo de esclarecer outras dúvidas sobre o milho transgênico, o pesquisador respondeu algumas perguntas sobre o assunto. Confira abaixo a entrevista.

O milho transgênico, conhecido como milho Bt, que representa uma nova alternativa no controle de pragas visando minimizar os danos causados por insetos-praga em lavouras de milho, realmente deve ser utilizado?

Ivan Cruz – Com certeza. O uso do milho Bt é de grande importância para o agronegócio brasileiro, pela soma de pontos positivos que a tecnologia trouxe para o Manejo Integrado de Pragas.

Como funciona a tecnologia do milho Bt?

Ivan Cruz – O milho Bt é uma transformação genética em que há inserção de proteína da bactéria Bacillus thuringiensis na planta de milho, de maneira que a nova planta passa a expressar a toxina Bt, que é letal para insetos-alvo.

Essa tecnologia surgiu comercialmente no Brasil a partir da safra 2007/2008. Ela é muito utilizada no Brasil?

Ivan Cruz – A tecnologia Bt é praticamente utilizada em mais de 80% da área cultivada com milho no Brasil.

Quais são as principais pragas emergentes nas lavouras de milho Bt? Porque algumas pragas surgiram nas lavouras de milho Bt?

Ivan Cruz – O milho Bt, desde o seu início, teve como alvo principal insetos da ordem Lepidoptera, notadamente as lagartas Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho), Diatraea saccharalis (broca-da-cana) e Helicoverpa zea (lagarta-da-espiga). Especificamente no caso da lagarta-do-cartucho, a grande vantagem do milho Bt foi a redução drástica nas pulverizações com inseticidas químicos. Sem o uso de inseticidas químicos e sem a presença dominadora da lagarta-do-cartucho, naturalmente outras espécies de pragas, notadamente os insetos sugadores como os percevejos, tripes e cigarrinhas, passaram a ocupar o nicho deixado pela lagarta.

Vale a pena utilizar milho Bt? Quais as vantagens? A semente de milho Bt é mais cara do que a semente de milho convencional?

Ivan Cruz – Com certeza vale a pena utilizar o milho Bt. No entanto, desde sua liberação comercial, já havia recomendação clara para a necessidade de manejo da planta Bt. Tal recomendação já indicava que o manejo inadequado da tecnologia poderia favorecer o desenvolvimento de populações da praga-alvo com condições de se alimentar normalmente da planta Bt. Entre as principais recomendações destacam-se: uso adequado de área de refúgio (parte da área de milho com milho convencional) e utilização de plantas Bt com alta expressão da proteína inseticida. Por ser uma tecnologia inovadora e incorporada em materiais de alto potencial produtivo, naturalmente é de custo mais elevado. No entanto, uma vez cultivada de acordo com as recomendações técnicas, o retorno econômico, de maneira geral compensa o custo inicial mais elevado. Como hoje existem mais de 200 cultivares de milho Bt, há variações significativas no preço da semente. No entanto, o custo mais elevado inclui, além da tecnologia Bt, o alto potencial genético da planta.

O produtor deve respeitar a regra do Manejo da Resistência de Inseto (MRI), recomendada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio)?

Ivan Cruz – Naturalmente, a regra do Manejo da Resistência é recomendada exatamente para preservar e alongar a vida do milho Bt. Assim sendo, o agricultor poderá usufruir do efeito de controle de pragas por um período maior, evitando o uso constante de agroquímicos e, consequentemente, evitando o desequilíbrio ecológico e eliminando os riscos inerentes ao inseticida químico.

 

Texto: Christiane Congro Comas (Mtb-SC 00825/9 JP)
Jornalista / Embrapa Agropecuária Oeste
Dourados-MS
christiane.comas@embrapa.br
Tel.: (67) 3416-6884
www.cpao.embrapa.br 

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