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Palestra debate milho transgênico e manejo de plantas daninhas

O Seminário Nacional de Milho Safrinha, realizado em novembro último em Dourados-MS, é um dos principais fóruns técnico-científicos sobre a cultura do milho realizado no Brasil e tem contribuído para o avanço na fronteira do conhecimento. O evento também tem proporcionado a oportunidade de diálogos e a divulgação de resultados de pesquisa, novos estudos e tecnologias.

Durante o seminário, os participantes tiveram a oportunidade de assistir à palestra intitulada "Milho transgênico e manejo de plantas daninhas", proferida pelo pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) Décio Karam. Veja, na entrevista abaixo, detalhes sobre o controle das principais plantas daninhas na cultura do milho.

Quais são as vantagens do cultivo de milho safrinha transgênico?

Décio Karam – Existem três grupos de eventos transgênicos: os resistentes aos insetos, aqueles que são tolerantes aos herbicidas e as cultivares que apresentam as duas características. Nossa ênfase, nesta palestra, foi para as variedades com tolerância aos herbicidas, que estão relacionados ao manejo de plantas daninhas. Para o manejo de plantas daninhas, a cultivar transgênica é mais uma tecnologia que favorece seu controle, apresentando uma maior seletividade da cultura.

Quais são as principais plantas daninhas presentes nas lavouras de milho transgênico e nas lavouras de milho convencionais?

Décio Karam – Não há diferença de plantas daninhas em lavouras transgênicas ou não. O que vai diferenciar é se utilizamos um controle químico e a forma de aplicação dele. Essa ação poderá contribuir com a seleção de espécies resistentes (que um dia o produto controlou e já não controla mais) ou mesmo tolerantes (das quais o produto já apresenta uma deficiência de controle). No caso do uso contínuo de cultivares de milho tolerantes ao glifosato, plantadas após a soja transgênica tolerante ao mesmo herbicida, podemos favorecer a seleção de espécies como a buva e o capim amargoso. Convém destacar que essas duas espécies já estão infestando muitas áreas de produção no Sul e Sudeste do Brasil, além de estarem sendo identificadas nas outras regiões produtoras de soja.

Por que os agricultores estão plantando tanto milho transgênico? Mais de 80% do milho cultivado no país é transgênico. No caso do milho safrinha, esse percentual chega a 90%...

Décio Karam – Por causa da tendência que leva o agricultor a acreditar que o manejo é mais fácil, mais seguro e com custo de produção mais baixo. Isso tudo nem sempre é verdade. A agricultura é um sistema biológico e, dessa forma, não é uma ciência exata. Outro problema é a falta de opção de compra de cultivares convencionais disponíveis para venda no mercado.

Quais as maiores dificuldades para controle de plantas daninhas no milho transgênico?

Décio Karam – As dificuldades de controle de plantas daninhas em lavouras transgênicas são as espécies tolerantes ou de difícil controle. Nas cultivares tolerantes ao glifosato, plantas daninhas como corda-de-viola, trapoeraba, losna-branca, poaia, entre outras, poderão apresentar problemas aos agricultores. O uso contínuo de herbicidas com o mesmo modo de ação pode também selecionar plantas resistentes, o que pode inviabilizar o uso da tecnologia. Outros aspectos estão relacionados à forma de aplicação do herbicida, principalmente no milho safrinha, em função das altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar. Esses últimos fatores prejudicam a absorção e a translocação (funcionamento) do herbicida. A aplicação do herbicida deverá ser realizada, de preferência, nas horas mais frescas do dia com maior umidade relativa do ar, ou seja, pela manhã ou no final da tarde.

Quais as principais estratégias de controle de plantas daninhas nas lavouras de milho?

Décio Karam – Temos vários métodos de controle que devemos utilizar de forma integrada. O mais utilizado é o controle químico. Estimamos que esse método esteja sendo utilizado em mais de 80% das áreas de milho safrinha. Mas não podemos esquecer a prevenção da entrada de plantas daninhas e o método cultural que tem a função de dar condições para a cultura competir com mais eficiência com as plantas daninhas. Neste caso, devem ser observados alguns cuidados, como o uso de cultivares adaptadas à região, densidade de plantio, espaçamento, dentre outros aspectos.

 

Texto: Christiane Congro Comas (Mtb-SC 00825/9 JP)
Jornalista / Embrapa Agropecuária Oeste
Dourados-MS
christiane.comas@embrapa.br
Tel.: (67) 3416-6884
www.cpao.embrapa.br

 

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