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Números e atenção crescentes para a segunda safra de milho

Nos últimos quatro anos, a produção de milho segunda safra foi crescente no país. Em 2009, foram 17,3 milhões de toneladas. Quantidade que passou para 21,9 milhões em 2010; para 22,5 milhões no ano seguinte; 39,1 milhões em 2012; e, ano passado, para 46,2 milhões. Ou seja, mais que o dobro entre 2009 e 2013. Os números são da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Já a tradicional primeira safra teve poucas alterações no mesmo período, permanecendo entre 33,7 e 34,9 milhões de toneladas. Em 2012/2013, a produção brasileira de milho na primeira safra foi de 34,8 milhões. Nas duas últimas comparações, a produção da segunda safra foi maior que a da primeira, com diferença crescente - foram 11,4 milhões de toneladas a mais na segunda safra em 2013.

Rubens Augusto de Miranda, pesquisador da área de economia agrícola da Embrapa Milho e Sorgo, considera irreversível a tendência de a segunda safra de milho ser maior que a primeira. Ele explica: "por ser uma mercadoria de menores valor agregado e liquidez em relação à soja, que triplicou a produção em duas décadas e se tornou a grande commodity brasileira, seria natural que o milho perdesse espaço para a oleaginosa no plantio de verão. O crescimento da produção de milho na segunda safra em sucessão à soja, num tipo de mutualismo, viabilizou não apenas a manutenção da área cultivada do cereal no país, como permitiu o aumento". Rubens complementa: "esse esquema de sucessão deve crescer ainda mais em regiões cujo zoneamento climático permite, mas com alguns retrocessos pontuais em períodos de baixa acentuada no preço do milho, como se prevê para 2014".

Segundo o pesquisador, são a oferta e a demanda que definem os preços para o milho em ambas as safras. "A peculiaridade do Brasil nesse sentido é que, devido às suas dimensões continentais e com grandes disparidades regionais, o mercado do milho é regionalizado, apresentando grandes oscilações de preços de acordo com a praça de negociação. Em outras palavras, são condições de oferta e demanda bem distintas de acordo com o estado ou a região", explica.

Rubens completa dizendo que "se analisarmos o preço médio nacional, veremos que, de forma geral, não há um comportamento sazonal que diferencia os preços da primeira e da segunda safras, de forma que uma seja sistematicamente menor que a outra. O que há é a sazonalidade safra e entressafra. Os preços da primeira safra podem ser maiores que os da segunda e vice-versa; o que determina isso são os resultados de ambas e das safras do Hemisfério Norte. A partir disso, sabemos onde há excesso ou escassez de oferta e também pressões de demanda".

Projeto de pesquisa - desde 2013, a Embrapa Milho e Sorgo tem projeto específico para o milho segunda safra. Nomeado "Desenvolvimento de tecnologias e ferramentas avançadas para o aperfeiçoamento de sistemas de produção de milho e sorgo em safrinha", o líder é o pesquisador Miguel Marques Gontijo Neto, da área de sistemas de produção sustentáveis. "Neste primeiro ano no âmbito do 'Projeto Safrinha', foi conduzida uma série de ensaios em rede, com milho e sorgo granífero, nos municípios de Sinop-MT, Vilhena-RO, Dourados-MS e Rio Verde-GO, bem como realizadas atividades de caracterização edafoclimática das áreas experimentais e de sistemas de produção predominantes em cada região", conta.

Os resultados ainda são preliminares e insuficientes para que sejam feitas recomendações mais práticas. "Entretanto, fazem parte de uma base de dados que, juntamente com as informações a serem obtidas durante a execução do projeto (2013 a 2015), propiciarão uma melhor compreensão dos sistemas de produção regionais e a possibilidade de proposição de recomendações técnicas para as regiões avaliadas, bem como a identificação de novas áreas potenciais, com características edafoclimáticas adequadas para o sistema safra-safrinha", projeta.

Agronomicamente, explica Miguel, "o sistema de produção safra-safrinha (soja-milho) apresenta-se consolidado em diversas regiões do Brasil por apresentar forte sinergismo entre os fatores de produção dos cultivos e, principalmente, benefícios econômicos aos produtores. Estes sistemas vêm se aperfeiçoando tecnológica e operacionalmente nos últimos anos".

No entanto, o pesquisador faz um importante alerta: "por se tratar de um sistema intensivo e dinâmico, do ponto de vista agronômico, novos problemas surgirão e serão necessários ajustes, sendo que atualmente, principalmente em função de ciclos de pragas e plantas daninhas, a prática da rotação de culturas tem sido considerada um grande desafio para técnicos e produtores rurais".

Texto: Clenio Araujo (MTb / MG 06279 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
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