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Adequação ambiental das propriedades rurais

"A agricultura é muito dinâmica e seus desafios atuais são maiores do que os do século passado." A afirmativa é do diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) Argileu Martins da Silva. Ele acredita que a agricultura ganhou um novo papel. "Antes tinha um estigma. Era sinônimo de atraso. Agora ganhou o desafio de ter sustentabilidade econômica, social e ambiental", explica.

Do ponto de vista econômico, Argileu afirma que a atividade agrícola precisa de tecnologias que não aumentem os custos, ampliem a renda e não consumam mais tempo do produtor.

Em relação às questões sociais, é preciso promover a inclusão de um milhão de estabelecimentos rurais que não geram renda no Brasil. "Estamos vivendo esse desfio com o Plano Brasil Sem Miséria, do Governo Federal. O plano faz com que cheguem tecnologias a esses produtores. É oferecida a assistência técnica e o programa de fomento inclui", comenta Argileu.

A sustentabilidade ambiental pressupõe produzir e preservar ao mesmo tempo. "Para isso, é necessária a inovação. Devem ser usadas tecnologias apropriadas para cada realidade", afirma.

Nesse contexto de desafios, o representante do MDA vê também oportunidades. "A sociedade quer alimentos limpos, seguros. O aumento da distribuição de renda gera um mercado consumidor cada vez maior para esses produtos. Isso é oportunidade de crescimento para os agricultores."      

A fim de aproveitar essas oportunidades, os agricultores devem investir em gestão e planejamento da propriedade. Para o coordenador técnico de Meio Ambiente da Emater-MG, Enio Resende, o agricultor deixou de ser gestor apenas do produto com que trabalha e passou a ser gestor do espaço rural. "A propriedade também tem outros produtos, como os recursos ambientais, as nascentes e matas", afirma.

Enio explica que, como a agricultura depende dos recursos naturais, é vital que eles sejam conservados, sejam usados de forma racional. Para isso, é preciso fazer o planejamento da propriedade rural.

"O primeiro passo é identificar as áreas produtivas e as áreas com restrições legais de uso, como as áreas de preservação permanente e a reserva legal (20% da propriedade). O segundo passo é a adequação do uso e ocupação das áreas produtivas, com gestão das glebas e adoção de práticas sustentáveis, como o controle das fontes de poluição e do escoamento superficial da água", explica o coordenador.

Um exemplo que tem dado certo é o Projeto Conservador das Águas, desenvolvido com produtores do município de Extrema, no Sul de Minas. O projeto funciona através do pagamento por serviços ambientais. O agricultor da região que faz a recuperação e conservação das nascentes e mananciais recebe uma quantia em dinheiro pela preservação do local.

O secretário municipal de Meio Ambiente de Extrema, Paulo Henrique Pereira, explica que o grande objetivo é a adequação ambiental da propriedade rural. "O pagamento por serviços ambientais (PSA) é o instrumento para alcançar esse objetivo."

O projeto é pioneiro em PSA no Brasil e tem crescido. Em 2008, contava com 40 produtores. No último ano, 150 propriedades participaram, com a adoção de práticas conservacionistas, como reflorestamento, barraginhas, cercamento de nascentes e proteção de encostas.

Paulo Henrique explica que são destinados cerca de 700 mil reais por ano ao pagamento dos agricultores. Além disso, são investidos cerca de 1 milhão e 800 mil reais nas ações do projeto. "As propriedades rurais produzem serviços ambientais que servem à sociedade e isso tem valor", afirma.

A água que abastece as cidades provém das zonas rurais e Paulo explica que é possível melhorar a eficiência na área de captação de chuvas. "A água pode ser melhor armazenada em propriedades rurais com práticas conservacionistas", comenta. Iniciativas como o reflorestamento e a proteção de encostas favorecem a infiltração e o reabastecimento dos lençóis freáticos. E o secretário afirma, com propriedade: "a ação preventiva é bem mais vantajosa". Conservar é mais barato e melhor do que enfrentar problemas, como a crise de abastecimento vivida em São Paulo.

Texto: Marina Torres (MG 08577 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
www.cnpms.embrapa.br
Tel.: (31) 3027-1272
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

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