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Refúgio e sustentabilidade são ações estratégicas para a agricultura brasileira

Todas as regiões produtoras de grãos no Brasil – a exemplo do Matopiba – têm um ponto em comum: a necessidade urgente de utilização do refúgio para prolongar a vida útil das tecnologias utilizadas, como as caraterísticas de resistência a insetos e tolerância a herbicidas em lavouras transgênicas. Para o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) Emerson Borghi, a prática de refúgio implantada em conjunto com técnicas de produção sustentáveis, capazes de garantir maior eficiência do uso de nutrientes e água, são os novos desafios para a agricultura nessas regiões.

Na safra 2013/2014, a taxa de adoção de cultivos geneticamente modificados chegou a 91,8% na cultura da soja e a 81,6% no milho, segundo a consultoria Céleres. No entanto, a quebra de resistência a insetos no milho Bt, obrigando o agricultor a fazer até três aplicações de inseticidas em lavouras transgênicas em algumas regiões, exige a adoção de novas estratégias. “A transgenia é mais uma ferramenta inserida no manejo integrado de pragas e não pode ser encarada como a solução para todos os problemas”, pondera o pesquisador da Embrapa.

MATOPIBA – Emerson Borghi apresentou uma palestra sobre os desafios das novas fronteiras agrícolas de produção de milho e sorgo no país, com foco na região do Matopiba, em congresso nacional realizado no início de agosto em Salvador-BA. O Matopiba engloba áreas com grande produção de culturas anuais nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e foi responsável por 8,8% da produção total de milho na última safra; 9,5% da produção de sorgo e teve participação de 10,6% na produção nacional de soja segundo os dados da Conab. Atualmente, essa região produz quase 10% da produção de grãos e fibras do Brasil, tendo potencial para incrementar novas áreas ao sistema produtivo sem a necessidade de desmatamento.

Dados de março deste ano revelam que a área plantada com as três principais culturas (milho, soja e algodão) chegou a 4,3 milhões de hectares, com capacidade de ampliação para até 11,7 milhões de hectares. Tem registrado crescimento da produção de milho, principalmente após soja, graças ao aparecimento de cultivares de ciclo precoce, e aumento da área plantada com milho primeira safra na Bahia, decorrente do sistema de rotação com soja e algodão.

No entanto, para a manutenção da lucratividade dos sistemas, o pesquisador reforça a necessidade de superar diversos desafios, como os ataques severos de pragas nas duas últimas safras (Helicoverpa armigera, Spodoptera frugiperda, lagarta-falsa-medideira e mosca-branca), e a implantação da cobertura vegetal permanente no solo para diminuir a evaporação da água. “Em situação de sistemas intensivos, a matéria orgânica pode servir como ‘depósito’ de água para as culturas, principalmente em condições de restrição hídrica no período crítico, que pode chegar até a cinco meses”, explica Borghi.

PLANTIO DIRETO - Os solos arenosos e temperaturas elevadas, comuns na região do Matopiba, provocam grande evapotranspiração, que é a perda de água do solo por evaporação e a perda de água da planta por transpiração. “Em unidades de observação no Tocantins, no mês de agosto, registramos a temperatura de 39,4 ºC em um solo descoberto. Já em sistema com a presença de cobertura vegetal de braquiária em consórcio com milho safrinha, a temperatura chegou aos 27,8 ºC”, relata o pesquisador. “A cobertura vegetal minimiza os efeitos das altas temperaturas e do déficit hídrico”.

Nesse complexo de sistemas comuns não só ao Matopiba, mas também à maioria das grandes regiões produtoras brasileiras de grãos, a intensificação ecológica pode surtir efeitos positivos, a exemplo do consórcio entre gramíneas e leguminosas, a adoção do sistema plantio direto, a implantação do refúgio como estratégia de manutenção das tecnologias Bt e o manejo integrado de pragas. “A adoção de sistemas de produção sustentáveis, visando incrementos de matéria orgânica e garantindo maior eficiência no uso de nutrientes e água, é um dos pontos mais importantes para reflexão”, concluiu.

 

Texto: Guilherme Viana (MTb / MG 06566 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
www.embrapa.br/milho-e-sorgo
NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional)
Tel.: (31) 3027-1905
E-mail: guilherme.viana@embrapa.br 

Fotos: Guilherme Viana (capa) e Emerson Borghi (no alto desta página; sistema de produção de milho em Tocantins)
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