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Biofábrica amplia controle biológico no Rio Grande do Sul

Uma biofábrica inaugurada no Rio Grande do Sul permitirá o controle de pragas em 7.000 hectares por ano a partir do uso de Trichogramma, vespinha que atua como inimigo natural de lagartas.

A instalação da biofábrica é resultado de uma parceria entre a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) e a Emater-RS. A cooperação técnica entre as duas instituições teve início em 2013, quando o pesquisador da Embrapa Ivan Cruz capacitou cerca de 200 técnicos da extensão rural em Manejo Integrado de Pragas (MIP).

A partir da capacitação, os extensionistas acompanharam aproximadamente 9 mil hectares de lavouras no Rio Grande do Sul, verificando a ocorrência de pragas. Em 6 mil hectares, não foi necessária nenhuma medida de controle. Em 3 mil hectares, recomendou-se o uso de Trichogramma como agente de controle biológico de lagartas.

Inicialmente, as vespinhas, produzidas em Minas Gerais e São Paulo, eram enviadas para o Rio Grande do Sul e os profissionais da Emater-RS faziam a distribuição aos agricultores. Para disponibilizar Trichogramma de maneira mais ágil e facilitar a logística, decidiu-se instalar uma biofábrica no Centro de Formação de Montenegro, que é um Centro de Referência em Agroecologia.

Para isso, dois técnicos da Emater-RS estiveram na Embrapa Milho e Sorgo, a fim de aprender as técnicas de produção de Trichogramma. O projeto de edificação da biofábrica foi desenvolvido pelos profissionais da Embrapa e repassado à Emater-RS para a construção.

A biofábrica tem como objetivo difundir e fomentar o controle biológico, diminuindo o uso de inseticidas nas lavouras. Também será utilizada como unidade didática na capacitação de técnicos e agricultores. Desse modo, deve servir de modelo e estimular a instalação de novas biofábricas por associações e cooperativas.

O Chefe-Geral da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Corsetti Purcino, destaca que a atividade é pioneira. "Trata-se da primeira biofábrica de Trichogramma instalada nesses moldes e sua construção só foi possível por causa da parceria entre a Embrapa e a Emater-RS". Antônio Álvaro ressalta que a Embrapa também apoia a instalação de biofábricas por outras instituições, como a Amipa (Associação Mineira dos Produtores de Algodão) e cooperativas em diferentes regiões do país.

Entenda como age o Trichogramma

O Trichogramma é considerado um inimigo natural da lagarta-do-cartucho e da lagarta-da-espiga, pragas que atacam as lavouras de milho. As vespinhas parasitam ovos de lagartas.
Segundo o pesquisador Ivan Cruz, parasitoides exclusivos de ovos, ou seja, os que atuam somente nessa fase da praga, são considerados os mais importantes agentes de controle biológico. Primeiro, por evitarem que a praga provoque qualquer tipo de dano à planta. Segundo, por serem facilmente criados em larga escala (por biofábricas) para serem liberados no campo.

Trichogramma spp.
São insetos muito pequenos, com dimensões inferiores a 1 mm. A fêmea faz a postura de seus ovos no interior do ovo de seu hospedeiro (lagarta). A larva nasce e se alimenta do conteúdo do ovo do hospedeiro. Todo o ciclo do parasitoide se passa no interior do ovo da praga. Deste, sai a vespa adulta que, de imediato, inicia o processo de busca de uma nova postura para continuar a propagação da espécie.

Texto: Marina Torres (MG 08577 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
https://www.embrapa.br/milho-e-sorgo
Tel.: (31) 3027-1272
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

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