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Agricultura familiar recebe incentivo

Para fazer um levantamento das diversas sementes de variedades e crioulas com potencial de multiplicação em agricultura orgânica e agroecologia, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está realizando visitas às Instituições públicas de pesquisa, Universidades e organizações que trabalham com sementes. O trabalho está sendo feito em regiões dos seis Biomas Brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

A iniciativa integra ações do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo*), política pública do Governo Federal, para o desenvolvimento rural sustentável.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) faz parte do programa e recebeu a visita do consultor da Coordenadoria de Agroecologia do Mapa, Pedro Jovchelevich. A reunião, coordenada pelo pesquisador em Agroecologia, Walter José Rodrigues Matrangolo, foi realizada, em 15 de agosto, na sede da Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas, MG.

Na ocasião, foram apresentadas cultivares de milho verde e milho em grão, com foco no desenvolvimento de variedades de polinização aberta. Representantes da Embrapa Produtos e Mercados - Escritório de Sete Lagoas, e um pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, de Manaus, também participaram da reunião.

O consultor ressaltou que os produtores têm bastante interesse nesse trabalho e cita como exemplo sua visita ao Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA) em Montes Claros-MG, onde cerca de 2000 famílias trabalham com sementes crioulas. "A agricultura orgânica é um sistema de produção que está crescendo no Brasil. O desafio a vencer é ter sementes adaptadas para esse sistema", pontuou Jovchelevich.

Jovchelevich já visitou as Unidades da Embrapa localizadas em Goiás, Embrapa Arroz e Feijão, e em Brasília, Embrapa Hortaliças. Outros consultores do projeto visitaram a Embrapa Clima Temperado, no Rio Grande do Sul, e a Embrapa Tabuleios e Costeiros, em Sergipe. A pesquisa envolve vários tipos de sementes tais como de arroz, feijão, milho, feijão gandu, hortaliças de sementes.

"A posse das sementes é um ponto importante no processo de transição agroecológica. Permite redução do custo de produção e a adaptação do material genético às particularidades de cada região, sejam elas culturais ou ambientais. Por meio de técnicas de melhoramento participativo, as comunidades se capacitam para escolher as principais características da planta de milho", considerou o pesquisador Walter Matrangolo.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, Paulo Evaristo Guimarães, a Embrapa é uma das Instituições que mais desenvolveu cultivares de milho de todos os tipos. Desde a década de 70 até hoje, foram lançadas 42 variedades e 35 híbridos. Essas cultivares foram desenvolvidas para atender a agricultores em diversas regiões e sistemas de produção, de Norte a Sul do país. "A Embrapa lançou cultivares desde Roraima até o Rio Grande do Sul e desenvolveu materiais adaptados para agricultura intensiva bem como para a agricultura familiar de subsistência".

Guimarães acrescentou que, desde o início, o programa de melhoramento de milho da Embrapa teve a preocupação de desenvolver cultivares que fossem ao mesmo tempo responsivas às melhorias de ambientes e tolerantes aos estresses tais como a seca, o alumínio tóxico, o encharcamento e solos com baixos níveis de nitrogênio e fósforo. Além disso, foram desenvolvidos materiais com maior valor nutricional: melhor qualidade proteica e maiores teores de pró-vitamina A.

O pesquisador também relatou que, excluindo as do grupo Cateto, a maior parte de variedades de milho crioulas no Brasil, tanto as mais antigas, como as utilizadas atualmente, têm como base populações introduzidas de outras regiões e melhoradas no Brasil, citando, em perspectiva histórica, algumas oriundas do México, como por exemplo as variedades Asteca e Maya, desenvolvidas pelo Instituto Agronômico de Campinas nas décadas de 50 e 60; as variedades Centralmexe Dentado Composto, desenvolvidas pelo Convênio ESALQ/ Brascan Nordeste/Sudene/IPA/IPEANE e a BR 106 e a São Francisco, desenvolvidas pela Embrapa.

"A Embrapa participou ativamente da introdução e do melhoramento de cultivares tropicais mais precoces. Atualmente, há uma grande riqueza genética em termos de ciclo de maturação: desde materiais superprecoces até materiais bem tardios, e, por causa disto, o milho atualmente é considerado como cultura com múltiplas épocas de plantio. Enquanto que, no passado, as cultivares plantadas eram somente de ciclo tardio, o que aumentava o risco de frustração de safra, devido a veranicos na época de florescimento e enchimento dos grãos, e reduzia a flexibilidade dos sistemas de produção", disse Guimarães.

O pesquisador considera que a Embrapa tem muito a oferecer para os sistemas de produção agroecológicos e orgânicos, por ter disponíveis variedades e híbridos de milho, que são adaptados aos estresses mais comuns das regiões tropicais e, por conseguinte, são também adaptados para os sistemas agroecológicos e orgânicos. "A Embrapa também coordena uma rede de ensaios de competição de variedades, da qual participam várias instituições. Esses ensaios são realizados em mais de vinte ambientes no Brasil", destacou.

PLANAPO

O Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) também conhecido como Brasil Ecológico, é um dos instrumentos da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Seu objetivo é articular e implementar programas e ações indutoras da transição agroecológica, da produção orgânica e de base agroecológica, como contribuição para o desenvolvimento sustentável, possibilitando à população a melhoria de qualidade de vida por meio da oferta e consumo de alimentos saudáveis e do uso sustentável dos recursos naturais. (*)

(*) Extraído da página do Ministério do Meio Ambiente. Clique aqui para mais informações.

 

Texto: Sandra Brito (MG 06230 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo
https://www.embrapa.br/milho-e-sorgo
Tel.: (31) 3027-1223
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

 

Fotos: Sandra Brito (capa) e Leonardo Rocha (no alto desta página)

 

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JOSE CARLOS ZINGRA | 01/05/2018 - 07:37
ESTAMOS TESTANDO SEMENTES DE MILHO QUE MELHOR SE ADAPTEM AO NOSSO CLIMA.
NECESSITAMOS DE VARIEDADES DE MILHO ASTECA E OU MAYA.
GOSTARIA DE SABER PREÇO E CONDIÇÕES DE FORNECIMENTO DE SEMENTES PARA UM HA DE EXPERIMENTO.
D@Z Consultoria agrícola e engenharia.
(096)99142.0692
marcioantonio magnoni | 28/06/2018 - 12:54
sendo prorietario de uma pequena propriedade e qurendo explo
rar o comercio de milho verdeim natura, queria saberde voces
ou se podia contar com o auxilio de voces para me auxiliar naesco
lha da variedade que hoje e mais viavel e aceita no mercado sendo
so para o momento desde ja deixo meus agradecimentos a todos
desta empresaque ja me ajudou e muito quando precisei
muito obrigado.
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