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Sorgo amplia segurança da produção de grãos na segunda safra

Relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas aponta para o aumento das temperaturas e redução de chuvas no país. Nessas condições, o desafio de aumentar a produtividade agrícola torna-se ainda maior.

Nesse cenário, a cultura do sorgo, por sua adaptação natural a condições ambientais adversas, tem papel cada vez mais importante para a segurança alimentar. "A tolerância do sorgo ao estresse hídrico tem sido a principal razão para o aumento da área plantada com esse cereal, que ocorre predominantemente na segunda safra no Brasil", afirma o pesquisador da Embrapa Cicero Menezes.

O sorgo tem sido uma boa opção para produção de grãos e forragem nas situações em que a falta de água oferece maiores riscos para outras culturas, como o milho. "O principal dano do estresse hídrico na planta ocorre durante o enchimento de grãos, que, no caso do milho safrinha, se plantado tardiamente, vai ocorrer em junho. A planta do sorgo durante o estresse hídrico paralisa seu crescimento e volta a crescer quando a chuva retorna, suportando veranicos de até 20 dias, com pouco comprometimento da produção", explica Cicero.

Em termos mercadológicos, o cultivo de sorgo granífero em sucessão às culturas de verão, principalmente a soja, tem contribuído para a oferta sustentável de grãos de baixo custo para a agroindústria de rações. "Atualmente, em toda a região produtora de grãos de sorgo do Brasil central, o produto mostra boa liquidez para o agricultor e preços competitivos para a indústria que, cada vez mais, procura alternativas para compor suas rações com qualidade e menor custo", diz o pesquisador.

O grão apresenta bom valor nutritivo e sanidade. "Um atrativo do sorgo é sua menor contaminação com micotoxinas, que são substâncias tóxicas produzidas por fungos", explica o chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo Antônio Álvaro Corsetti Purcino. Esse fator confere ao cereal grande aceitação para a composição de rações para animais domésticos, suínos e aves, que são muito sensíveis à presença de micotoxinas.

O pesquisador Cicero Menezes afirma que as vantagens do cultivo de sorgo são claras, mas é preciso que o produtor siga as recomendações técnicas existentes, o que nem sempre ocorre. "O que se tem visto no campo são lavouras plantadas sem aplicação de insumos, em épocas muito tardias, e com consequente baixa produtividade", comenta.

O agricultor deve estar atento às épocas de plantio, conforme explica Cicero: "O produtor deve estar ciente de que plantando o milho na data certa, no início da safrinha (de 10 de janeiro a 15 de fevereiro), e o sorgo a partir de 15 de fevereiro, minimiza o risco de perda de produção. O sorgo, por ser mais tolerante à seca do que o milho, proporciona maior segurança para plantio no final da safrinha, principalmente se levarmos em consideração o aumento de temperatura do ar e a redução da pluviosidade nos últimos anos. Dessa forma, o agricultor vai diversificar sua produção de uma forma segura."

Além disso, é importante a adoção de tecnologias adequadas para a cultura. A Embrapa disponibiliza informações sobre o sistema de produção de sorgo com orientações sobre cuidados necessários em todas as etapas, desde a escolha da cultivar, passando pelo plantio, manejo de pragas, de doenças e de plantas daninhas, até a colheita e pós-colheita, além de dados de mercado e comercialização. Para acessar, clique aqui.

Com a adoção das recomendações, o produtor pode melhorar a sustentabilidade da fazenda. O cultivo do sorgo pode colaborar com o aumento da produção de grãos no Brasil e com a segurança da cadeia de produção de carnes de aves, suínos e bovinos.

Texto: Marina Torres (MG 08577 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Tel.: (31) 3027-1272
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

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Revisão: Antonio Claudio da Silva Barros

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