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Plantas tigueras: quando o milho, a soja e o algodão viram pragas

Desde a década de 1970, a dificuldade de manejo das plantas daninhas tem sido um dos principais desafios para a cultura da soja no Brasil.

Os ótimos preços de mercado, o lançamento de cultivares produtivas e adaptadas ao nosso clima e, também, de práticas culturais mais eficientes fizeram da soja a principal commodity agrícola do País. 

O surgimento de herbicidas específicos, nos anos 80, tornou o manejo nessa leguminosa muito mais  fácil e prático. Dentre esses herbicidas, um dos mais importantes foi o glifosato. Com ele, o plantio da soja em sistema de plantio direto tornou-se uma realidade, permitindo que a palha dessecada de outras culturas cobrisse e protegesse o solo da erosão.  

Na década de 90, surgiram as primeiras cultivares transgênicas de soja tolerantes ao glifosato.  São as chamadas soja RR, princípio ativo do herbicida Roundup Ready.

Uma década depois, outras culturas como o milho e o algodão também incorporam o RR nas suas cultivares transgênicas.

Como no Brasil os plantios são sucessivos, isto é, depois da soja, planta-se o milho, o algodão ou o trigo, os grãos que caem durante a colheita de uma cultura podem germinar durante o ciclo da cultura seguinte.  

São as chamadas plantas tigueras, ou seja, o aparecimento voluntário de plantas da cultura antecessora, como a soja, por exemplo, na cultura subsequente, como o milho. Se essas duas culturas tiverem o gene RR, o manejo torna-se mais oneroso e complicado.

Para o pesquisador Décio Karam, da Embrapa Milho e Sorgo, de Sete Lagoas-MG, "as perdas na colheita, o transporte dos grãos, o manejo inadequado do herbicida durante a semeadura e o cultivo repetido de culturas RR são alguns fatores que podem causar o aparecimento de plantas tigueras". 

Karam alerta para o fato de que, "além de competir com a cultura sucessora, as plantas tigueras podem, também, servir de hospedeiras para insetos-praga e para microrganismos causadores de doenças no período de entressafra".  

Infestações acima de quatro plantas por metro quadrado de tigueras de milho na cultura da soja, por exemplo, podem causar prejuízos acima de 20% na produção esperada.

Manejo das plantas tigueras de milho

O pesquisador Décio Karam recomenda que o  manejo das  tigueras de milho, na cultura da soja, seja realizado com herbicidas pós-emergentes graminicidas, tanto da família dos dims como dos fops (ex. cletodim, sethosydim, fluzazifop-p-butil, teprloxidim, fenoxaprop-p-ethyl, haloxyfop-p-ethyl, quizalofop-p-ethyl, dentre outros). 

Segundo Karam, o milho tiguera é muito mais fácil de controlar quando se encontra em estádios de crescimentos menores (V2-V3, duas e três folhas verdadeiras expandidas) do que quando em V5-V6 (5 e 6 folhas verdadeiras expandidas).

Já as tigueras de soja, na cultura do milho, são mais fáceis de manejar, "pois o herbicida atrazine, que é utilizado em mais de 75% dos cultivos de milho, apresenta boa eficácia de controle desta tiguera", explica o pesquisador.

O manejo de plantas daninhas tem aumentado o custo de produção, principalmente nos sistemas que usam duas culturas em sucessão e com a mesma tolerância ao herbicida, como é o caso da soja e do milho RR.

O pesquisador Karam alerta que "dificuldades maiores poderão surgir à medida que forem incorporadas tolerâncias a outros herbicidas nas novas cultivares". 

Resta aos produtores ficarem atentos às escolhas das cultivares e efetuarem o manejo adequado da lavoura para evitar os prejuízos na produtividade e nos custos de produção.

Texto: José Heitor Vasconcellos (RJ 12914 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
www.embrapa.br/milho-e-sorgo
Tel.: (31) 3027-1167      
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

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