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Projeto pesquisa o uso eficiente da água

Uma parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Unidade Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), com a Agência Nacional de Águas (ANA) permitiu fazer levantamentos georreferenciados para consolidar informações sobre o uso da água na agricultura irrigada por pivôs centrais no Brasil.

Os resultados da pesquisa, desenvolvida pelos pesquisadores da Embrapa, Elena Charlotte Laudau e Daniel Pereira Guimarães, mostraram que, em 2013, o Brasil já possuia cerca de 18 mil pivôs centrais, perfazendo uma área de aproximadamente 1 milhão e 200 mil hectares.

Daniel Guimarães explica que o mapeamento das áreas irrigadas por pivôs centrais no Brasil se baseia na tecnologia "Integração Google - SIG, Servidores de Mapas", desenvolvida pela Embrapa Milho e Sorgo, e combina informações de satélite e a digitalização no Google Earth. A identificação das áreas irrigadas é feita usando imagens do satélite Landsat8, da NASA, e tratamento dessas imagens para evidenciar os equipamentos de irrigação.

O georreferenciamento das áreas irrigadas permite identificar as áreas plantadas com o uso das imagens dos satélites Aqua e Terra (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer - Modis). "A compatibilização das bases de dados referentes à agricultura irrigada com as bases municipais do IBGE e as bacias hidrográficas da Agência Nacional de Águas torna-se um poderoso instrumento de monitoramento e gerenciamento do uso da água na agricultura irrigada, além de fornecer subsídios para a avaliação da safra agrícola", diz Guimarães.

"Os estudos verificaram que existe concentração de uso de pivôs nas Bacias dos Rios São Francisco, Paranaíba, Grande e Paranapanema (respectivamente, em torno de 350 mil, 300 mil, 100 mil e 90 mil hectares). Essas regiões estão localizadas em área densamente povoadas e com alto índice de industrialização, fatores que ocasionam um maior consumo de água", comenta a pesquisadora Elena Landau.

De acordo com a pesquisadora, Minas Gerais é o estado que apresenta a maior concentração de áreas irrigadas por pivôs (aproximadamente 370 mil hectares), seguida pelos estados de Goiás, Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul (respectivamente, com cerca de 211 mil, 192 mil, 169 mil e 76 mil hectares). "Nessas áreas é alta a demanda pelo consumo de água para irrigação, bem como para a geração de energia e abastecimento para consumo humano", aponta Landau.

A metodologia adotada pela Embrapa Milho e Sorgo já havia sido usada com êxito em trabalho de gerenciamento dos recursos hídricos feito para a Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, possibilitando implementar o projeto estruturante IrrigaMinas. O gerenciamento dos recursos hídricos é uma ferramenta utilizada para amenizar os conflitos pelo uso da água.

"Apenas em Minas Gerais já existem mais de 50 bacias hidrográficas onde foram estabelecidos conflitos pelo uso da água. O gerenciamento do uso desses recursos pode ser feito pelos produtores rurais, governo, comitês de bacias hidrográficas e outros interessados", orienta Daniel. Ele cita um bom exemplo de controle, realizado na Bacia do Rio Entre Ribeiros, em Paracatu, cidade do Noroeste Mineiro. "Lá os próprios irrigantes já se organizaram para gerenciar o consumo de água, e, em épocas de escassez, eles fazem a opção de reduzir o consumo", diz.

O especialista em recursos hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA), Thiago Henriques Fontenelle, ressalta que o monitoramento já aponta resultados, pois a aplicação do mapeamento tem aprimorado expressivamente as estimativas de demandas da água - tanto no cálculo quanto na espacialização. "Tais resultados estão alimentando, por exemplo, os Planos de Recursos Hídricos em elaboração, os Estudos de Bacias Críticas e de Demandas de Água e os Relatórios e também Informes de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil", aponta.

Texto: Sandra Brito (MG 06230 JP)
Jornalista /Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas/MG)
www.embrapa.br/milho-e-sorgo
Tel.: (31) 3027-1223
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

Créditos das fotos: Manoel Ricardo de Albuquerque Filho e Olímpio Filho (Capa)

  COMENTÁRIOS  
 
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Paulo Barros de Souza Filho | 27/02/2015 - 12:49
Muito interessante essa matéria, deve progredir no uso controlado dos recursos hídricos, visto que estes, ultimamente vêm apresentando sérios problemas no seu uso...
Marina Torres | 27/02/2015 - 13:51
Obrigada pela sua participação, Paulo Barros. Brevemente iremos divulgar mais informações sobre a pesquisa e sobre os trabalhos já publicados pelos pesquisadores
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