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Combinação de tecnologias deverá liderar mercado de cultivares transgênicas

Com o aumento cada vez mais expressivo da adoção de híbridos transgênicos – com projeção de área semeada superior a 9,9 milhões de hectares para a safra 2012/13 ou mais de 67% da área total – a tendência é que as tecnologias de genes combinados (ou stack genes, que agrupam as características de resistência a insetos e tolerância a herbicidas) assumam a liderança como a principal estratégia usada para aumento da produção e da produtividade entre os produtores de milho no Brasil. Somente para a safra de inverno, que iniciará em março, a projeção é de que mais de 82% da área seja plantada com cultivares transgênicas.

Outra vertente que vem sendo anunciada por empresas multinacionais é o crescimento cada vez mais significativo da adoção de híbridos com a tecnologia que permite a ação contra pragas de solo combinada com a proteção de pragas aéreas e com a tolerância a herbicidas. Em 2011, além dessa tecnologia, agricultores dos Estados Unidos já usaram híbridos com a combinação de oito genes capazes de oferecer o mais completo controle de pragas aéreas e do solo, além da resistência a herbicidas.

E desde setembro deste ano, agricultores norte-americanos ainda vêm experimentando um material que possibilita a característica de tolerância a herbicidas com refúgio na sacaria. Dessa forma, o milho a ser semeado já possui uma porcentagem de sementes com a tolerância a herbicidas. O principal benefício é que o agricultor não precisa reservar parte da sua lavoura para o plantio de milho convencional. No Brasil, segundo pesquisadores, essas últimas tendências deverão se concretizar principalmente em lavouras da região Sul, em decorrência da estação de inverno ser bem definida. 

FUTURO – Nesse cenário de buscas por aumentos de produção, produtividade e rentabilidade, multinacionais vêm anunciando para um futuro próximo o milho com tolerância à seca e com resistência a percevejos. A notícia foi divulgada durante o XI Seminário Nacional de Milho Safrinha, realizado em Lucas do Rio Verde-MT no final de novembro. Segundo a consultoria Céleres, especializada em agronegócio, a adoção da biotecnologia representa acréscimos de 32% em comparação com os 7,5 milhões de hectares semeados na última safra. Em relação às intenções de uso de transgênicos, “cerca de 60% dos agricultores pretendem plantar o milho RR (com resistência a herbicidas) na safrinha de 2012”, antecipa João Alberto Oliveira, gerente de tecnologia de uma multinacional participante do evento.

Segundo ele, os ganhos em produtividade proporcionados pela adoção da tecnologia RR chegam a 3%. “A maior vantagem é o controle das plantas daninhas. Comprovamos que a dessecação antecipada tem grande influência na produtividade”, defende. Diante de tantas projeções, o que já vem ocorrendo é uma intensa adoção dessas tecnologias, com 4,9 milhões de hectares que deverão receber cultivares com resistência a insetos na safra 2011/12, sendo que as cultivares com genes combinados já se aproximam da liderança, com 4,4 milhões de hectares. A previsão é de que os stack genes serão a principal tecnologia transgênica entre os produtores de milho no Brasil.

Mais informações: NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional) da Embrapa Milho e Sorgo, Unidade da Embrapa, vinculada ao Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento): (31) 3027-1272 ou nco@cnpms.embrapa.br .

 

Texto: Guilherme Viana (MTb / MG 06566 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
www.cnpms.embrapa.br
NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional)
Tel.: (31) 3027-1272      
Cel.: (31) 9733-4373      
E-mail: gfviana@cnpms.embrapa.br 

 

 

  COMENTÁRIOS  
 
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Fábio Cunha Coelho | 16/12/2011 - 00:02
Que triste notícia!
Estes transgênicos podem contaminar outras variedades ainda não transgênicas...
Não sabemos o grau de confiabilidade destes novos alimentos quanto aos efeitos sobre a saúde.
Estou no VII Congresso de Agroecologia e vi alguns trabalhos sobre a contaminação de variedades de milho pelo pólen de transgênicos.
Alguns comentaram que 100 m de distância entre transgênicos e não transgênicos é menos que a preconizada para a produção de sementes de milho que é de 400 m. Outro trabalho pesquisou a distância que o pólen pode viajar e... uma pequena porcentagem pode ir a distâncias bem maiores.
Como diz o mineiro (que certamente não é dos "melhoristas" de Sete Lagoas): "É melhor ir devagar com o andor porque o santo é de barro."
Um pouco mais de precaução. Se há dúvida é melhor não avançar o sinal. As consequências podem ser trágicas. Já temos tantas tecnologias para controle biológico de pragas (lançadas pelo próprio CNPMS)...
Alécio Faria Oliveira | 16/12/2011 - 09:42
Seria interessante acrescentar tambem genes para controle de pragas de armazenaento, pois temos gastos imensos , e pedas imensuraveis fora da porteira.
José Francisco da Silva Sobrinho | 17/12/2011 - 07:18
Concordo desde que se mantenha um banco de sementes com cultivares originais.
José Francisco da Silva Sobrinho | 17/12/2011 - 07:18
Concordo desde que se mantenha um banco de sementes com cultivares originais.
celso alexandre | 18/12/2011 - 16:26
eu faço uma pergunta a Embrapa produz milho transgenico, qual o nome do cultivar, onde encontrar, qual o preço, o BRS 1010 é transgenico, qual a sua produtividade, enfim se tiverem maiores informações favor enviar agradecido celso alexandre.
Núcleo de Comunicação Organizacional | 19/12/2011 - 15:46
Prezado Sr. Fábio,

obrigado pelos comentários e pelas referências à Embrapa Milho e Sorgo no que diz respeito ao controle biológico de pragas na cultura do milho. Encaminharemos seus questionamentos ao gestor do Núcleo de Desenvolvimento de Recursos Genéticos e Desenvolvimento de Cultivares da Unidade. Estamos sempre à disposição.
Núcleo de Comunicação Organizacional | 19/12/2011 - 15:49
Prezado Sr. Alécio Faria Oliveira,

obrigado pela sugestão. Enviaremos ao Núcleo de Recursos Genéticos e Desenvolvimento de Cultivares da Embrapa Milho e Sorgo.
Núcleo de Comunicação Organizacional | 19/12/2011 - 15:59
Prezado Sr. José Francisco da Silva Sobrinho,

agradecemos pela participação. Em relação ao seu posicionamento - Concordo desde que se mantenha um banco de sementes com cultivares originais - a Embrapa Milho e Sorgo possui em seu acervo mais de 3700 cultivares de milho de diversas regiões do mundo. O local que preserva essas sementes é denominado BAG (Banco Ativo de Germoplasma) e mais informações podem ser obtidas no endereço a seguir: http://www.cnpms.embrapa.br/grao/2_edicao/grao_em_grao_materia_01.htm
Núcleo de Comunicação Organizacional | 19/12/2011 - 16:09
Prezado Sr. Celso Alexandre,

obrigado pelo contato e comentário. Enviaremos ao Núcleo de Recursos Genéticos e Desenvolvimento de Cultivares da Embrapa Milho e Sorgo e responderemos o quanto antes. Por favor, encaminhe um e-mail com seus dados para nco@cnpms.embrapa.br.
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