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Avaliação de materiais para silagem visa melhorar alimentação de gado leiteiro

Cultivares de milho e de sorgo apropriadas para a produção de silagem foram avaliadas em 40 unidades demonstrativas em Minas Gerais. O trabalho visa incrementar a produção de alimento para o rebanho leiteiro no estado.

As unidades foram instaladas em municípios onde a principal atividade rural é a pecuária leiteira. "Houve plantio de cultivares de milho e de sorgo da Embrapa com o intuito de identificar os materiais que se adaptam melhor às regiões. Assim, é possível auxiliar o produtor na tomada de decisões sobre época de plantio e material apropriado, considerando o ciclo de cada cultivar", explica o agrônomo Sinval Lopes, da Embrapa Produtos e Mercado.

"Foram instaladas unidades  na forma de parcelões  de 0,5 a 1 hectare por cultivar para verificar o comportamento dos materiais em diferentes localidades. Avaliou-se o rendimento de silagem e também a qualidade nutricional", afirma o gerente do Escritório de Sete Lagoas da Embrapa Produtos e Mercado, Reginaldo Resende. Foram selecionadas quatro cultivares de milho (BRS 3035, BRS 3025, BRS 1055 e BRS 3040) e cinco cultivares de sorgo (BRS 655, BRS Ponta Negra, BRS 506, BRS 330, BRS 802). 

Segundo Reginaldo, o que chamou a atenção foi o comportamento das cultivares de sorgo em condições de estresse hídrico. "Mesmo na ocorrência de veranico, o sorgo teve uma produtividade considerável se mostrando uma excelente opção para o produtor. Além disso, a capacidade de rebrota do sorgo possibilita um segundo corte."

Em relação ao milho, Reginaldo destaca a importância da tomada de decisão adequada para a garantia da produtividade. "Na condição de escassez de chuva, a escolha da cultivar, considerando o ciclo do material, aliada à melhor época  de plantio, pode ser decisiva para o sucesso da lavoura."

O produtor Marco Antônio Tavares, de Abaeté-MG, conheceu na prática a importância do plantio de materiais de ciclo curto. Na unidade implantada na propriedade de sua família, foi feito o cultivo de milho precoce. Após a colheita e ensilagem do milho, foi plantado o sorgo forrageiro na mesma área.

Marco Antônio está satisfeito com o trabalho. "Está sendo muito bom. Estamos tendo acompanhamento. O tempo não ajudou, porque está faltando chuva, mas o sorgo está indo muito bem. É mais resistente", afirma o produtor.

O técnico agrícola da Cooperativa Agropecuária de Pompéu, Leandro Sampaio, também considera o projeto muito proveitoso. "Pela situação de clima que a gente tinha na época do plantio, as condições de resposta dos materiais foram muito boas." Leandro conta que conhecia apenas o sorgo BRS 655. "Os demais foram experiência nova e a gente acha que eles têm grande potencial para incrementar a alimentação do gado".

O agrônomo Sinval Lopes considera que a avaliação demonstrou a importância de dois fatores: chuvas e manejo integrado de pragas. "A ocorrência de veranico e a infestação de pragas (principalmente de lagarta-do-cartucho e lagarta militar) foram problemas que comprometeram a produção de alimento para o gado". Na região de Pompéu, Leandro afirma que as lavouras de milho foram mais prejudicadas pela pressão de pragas. "Nas de sorgo, a infestação foi menor", comenta.

Para Reginaldo Resende, a experiência deixa uma lição importante para os produtores. "Antes de qualquer tomada de decisão quanto à escolha de uma cultivar, é necessário conhecer o comportamento dela na região onde se pretende cultivá-la. Esse conhecimento, aliado ao bom planejamento da lavoura, reduz o risco de frustração no cultivo, o que poderia  comprometer o fornecimento de alimento para o rebanho".

Reginaldo ressalta que o trabalho teve grande importância, já que as cultivares foram avaliadas em diferentes localidades nas regiões Central, Centro-Oeste e Zona da Mata de Minas Gerais. 

Para que os produtores tenham conhecimento do comportamento das cultivares nas regiões, foram realizados dias de campo nos municípios de Coronel Pacheco, Mateus Leme e Inhaúma. "Pretendemos ainda fazer uma publicação apontando os pontos positivos do trabalho, as análises das cultivares e informações sobre acesso a sementes", afirma o gerente do Escritório de Sete Lagoas da Embrapa Produtos e Mercado.

Municípios

 Confira os municípios mineiros onde foram instaladas as 40 unidades demonstrativas de avaliação de milho e de sorgo: Abaeté, Baldim, Bom Despacho, Cachoeira da Prata, Coronel Pacheco, Esmeraldas, Florestal, Funilândia, Fortuna de Minas, Inhaúma, Jequitibá, Lagoa Santa, Maravilhas, Mateus Leme, Matozinhos, Papagaios, Pará de Minas, Pedro Leopoldo, Pequi, Pompéu, Santana de Pirapama, São José da Varginha, Sete Lagoas.

Parcerias

O trabalho de avaliação de materiais para silagem foi desenvolvido em parceria por três Unidades da Embrapa (Embrapa Produtos e Mercado - Escritório de Sete Lagoas, Embrapa Gado de Leite e Embrapa Milho e Sorgo) e contou com o apoio da Emater-MG, da Cooperativa Agropecuária de Pompéu, da Cooperativa dos Produtores Rurais de Abaeté e Região, da Itambé -  Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais, e das empresas produtoras de sementes licenciadas pela Embrapa: Riber KWS e Limagrain Brasil.

 

Texto: Marina Torres (MG 08577 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Tel.: (31) 3027-1272
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

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