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Tecnologias da Embrapa ajudarão a recuperar mananciais que abastecem capital mineira

As barraginhas, tecnologia social desenvolvida pela Embrapa para captar a água das chuvas, serão agregadas ao portfólio de tecnologias ambientais que compõem o programa “Cultivando Água Boa (CAB)”, iniciativa da Itaipu Binacional e adotado pelo governo de Minas para promover a recuperação de microbacias e a proteção das matas ciliares e da biodiversidade. Um treinamento realizado em setembro na Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) capacitou 15 técnicos da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) para difundirem a técnica.

Além das barraginhas, o programa pretende incorporar mais uma tecnologia da Embrapa – os lagos de múltiplo uso – para oferecer condições à população de aumento de renda e melhoria da qualidade de vida (conheça as duas tecnologias ao final da matéria). Inicialmente, segundo Rogério Sepúlveda, coordenador do programa Cultivando Água Boa na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a ideia é agregar essas duas tecnologias sociais e levá-las a produtores rurais localizados em três grandes mananciais que abastecem o rio Paraopeba: Serra Azul, Rio Manso e Várzea das Flores.

A bacia Serra Azul é constituída pelos municípios de Mateus Leme, Igarapé, Itaúna e Juatuba; a de Rio Manso é composta pelos municípios de Brumadinho, Bonfim, Rio Manso, Crucilândia e Itatiaiuçu; e, por fim, a bacia de Vargem das Flores agrega os municípios de Contagem e Betim. Essas três bacias, de acordo com Sepúlveda, respondem por cerca de 50% do abastecimento de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Iniciativas ambientais já estão em execução nesses locais, como a distribuição de mudas de árvores nativas aos produtores rurais inseridos nessas bacias.

“As barraginhas e os lagos de múltiplo uso são alternativas para a produção de água, tanto em quantidade como em qualidade, e para incremento da qualidade de vida dos agricultores”, reforça o coordenador do programa. Para o engenheiro agrônomo da Embrapa Milho e Sorgo Luciano Cordoval de Barros, coordenador do projeto Barraginhas, o interesse da Copasa reforça o apelo social das duas tecnologias, já que novas comunidades serão beneficiadas. “Treinamentos como esse estão abertos para toda a sociedade brasileira. É uma das maneiras de a Embrapa exercer dois importantes papeis, o social e o ambiental”, completa.

Tecnologia premiada

Vencedor do prêmio Fundação Banco do Brasil em 2005 na categoria recursos hídricos, o projeto "Integração das Tecnologias Sociais Lago de Múltiplo Uso e Barraginhas" espalhou-se pelo país com o apoio de associações, prefeituras e da Petrobras. Mais de 150 mil barraginhas já foram instaladas e estão espalhadas no Distrito Federal e em 11 estados: Minas Gerais, Piauí, Ceará, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Rio de Janeiro, Sergipe, Bahia, Pará e São Paulo. Além disso, a divulgação da tecnologia já estimulou a implantação de outras milhares de pequenas barragens por todo o Brasil.

As barraginhas retêm as enxurradas e fazem a água da chuva se infiltrar no solo. Assim, recarregam o lençol freático, que fica com o nível mais elevado. A tecnologia social, além de aumentar a disponibilidade de água na região, preserva o terreno, já que, ao conter as enxurradas, evita erosão. Com o aumento da disponibilidade de água nas propriedades, torna-se possível construir e abastecer pequenos lagos lonados, os chamados lagos de múltiplo uso, que podem ser utilizados como criatórios de peixes, reservatórios para irrigação ou abastecimento.

Diferentemente das barraginhas, que fazem a infiltração da água no solo, os pequenos lagos são impermeabilizados com o uso de uma lona de plástico, coberta por uma camada de terra. Abastecidos pelas águas que aumentam nas cisternas, ou cacimbões, os lagos também podem receber chuvas captadas nos telhados e direcionadas para os reservatórios.

Texto: Guilherme Viana (MG 06566 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Tel.: (31) 3027-1905
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

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