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Especialistas elaboram propostas para condução da cultura de milho transgênico no Brasil

Mais de 180 pessoas participaram do Workshop de Milho Transgênico: Realidade e Perspectivas para o Brasil, realizado entre os dias 7 e 9 de março na Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). Pesquisadores de diferentes áreas, representantes de empresas produtoras de sementes, formuladores de políticas agrícolas, estudantes e professores de Ciências Biológicas e Agrárias estiverem presentes nas palestras e debates.

Nos dois primeiros dias do evento, houve apresentação de informações sobre diferentes temas relacionados à produção de milho geneticamente modificado (GM). Foram abordados: experiências com milho transgênico na América Latina, manejo de resistência de pragas e de plantas daninhas, relação custo/benefício do uso de transgênicos, biossegurança do solo, impactos ambientais do milho Bt, avaliação de cenários e prospecção tecnológica.

No final do workshop, os participantes foram divididos em grupos de discussão temáticos e formularam propostas a serem encaminhadas para tomadores de decisão e coordenadores de pesquisa. Confira, a seguir, alguns dos apontamentos.

O grupo de “socioeconomia, avaliação de cenários e prospecção tecnológica” ressaltou os problemas ocasionados pelos direitos de propriedade intelectual em relação ao acesso à tecnologia gerada pelas multinacionais e demonstrou grande preocupação com a concentração de mercado de sementes de milho e os riscos dessa situação para os interesses nacionais.

Foram formuladas as seguintes propostas:
– Marcar uma reunião com representante do Ministério da Agricultura, com o Presidente da Embrapa,  representantes dos pequenos produtores de semente de milho, além de representantes das multinacionais. O objetivo é iniciar uma discussão, em nível político, buscando alternativas para o cenário socioeconômico da produção de milho GM. A coordenação do LAC Biosafety  ficará responsável por articular a reunião.
– Novas tecnologias transgênicas para milho precisam ser desenvolvidas pelo setor nacional, por exemplo, mediante o uso de novas técnicas (RNAi, Shuffing) ou para combate a doenças e pragas. Para tanto, deve haver uma concentração de esforços e recursos financeiros nesses projetos.
– Foi também colocado que o banco de Bt (Bacillus thuringiensis) da Embrapa precisa urgentemente ser estudado, seja pela própria Embrapa ou em parceria com outras empresas do setor. O Bacillus thuringiensis é uma bactéria que causa doença em lagartas. O milho Bt (transgênico) apresenta resistência às principais espécies de lagartas, como a lagarta-do-cartucho, praga que pode causar sérios danos à cultura, devido à introdução de genes específicos de Bt.

O grupo de “manejo de resistência de insetos pragas” destacou a importância da adoção da área de refúgio (AR)  e a necessidade de ações educativas para o uso dessa prática. A adoção da área de refúgio é uma importante estratégia para o manejo de resistência de insetos-praga. Ou seja, é um método para evitar a seleção de lagartas que sejam capazes de se alimentar do milho Bt, sobreviver e causar danos na lavoura. A prática consiste na semeadura de um percentual da lavoura de milho Bt com milho não Bt, ou convencional.

Segundo os participantes, a adoção insatisfatória da AR está relacionada à percepção dos produtores de menor produtividade das sementes convencionais, por dificuldade de disponibilidade de híbridos não transgênicos de alta tecnologia. Também se relaciona à falta de conscientização dos agricultores sobre a necessidade de preservação da tecnologia.

Propôs-se que deve caber à própria empresa produtora de sementes fiscalizar a adoção de AR por seus clientes e entrar com ações punitivas ou indenizatórias em casos de descumprimento do contrato de licenciamento.

Em relação à possibilidade de mistura de sementes (transgênicas e convencionais) para evitar a resistência de insetos, os participantes consideram que ainda são necessários estudos para avaliar a viabilidade técnica e econômica dessa estratégia.

Sobre a mitigação em casos de quebra da resistência da planta, foi sugerido o monitoramento das populações de insetos, com utilização de parcelas sentinelas para acompanhar o desempenho das tecnologias no campo. Além disso, a agilidade dos canais de comunicação das empresas com os produtores pode permitir a detecção precoce de falhas de controle.

Também foi destacada a necessidade de investimentos no Manejo da Resistência de Insetos (MRI), com ações como:
- ampliação de uma rede de monitoramento para estudar as diferentes populações em diferentes agroecossistemas;
- formação de mais recursos humanos especialistas na área;
- estudos complementares sobre plantas hospedeiras em AR.

Os participantes do evento ressaltaram que as ações educativas são emergenciais e devem envolver toda a cadeia produtiva, já que as sementes transgênicas estão disponíveis e sendo utilizadas.

No encerramento do workshop, o chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Corsetti Purcino, comentou a importância do evento, que permitiu a divulgação de experiências de diferentes países com a adoção de transgênicos e também debates técnicos sobre os efeitos da tecnologia.

Antônio Álvaro afirmou qual é a posição da Embrapa no atual cenário. “Vamos investir no desenvolvimento de transgênicos, não apenas Bt, e buscar parcerias com detentores de tecnologias já existentes. A Embrapa deu dois exemplos de que pode produzir organismos geneticamente modificados, com a soja e o feijão. A Embrapa Milho e Sorgo buscará viabilizar o milho transgênico. Estamos trabalhando para desenvolver ativos de alto valor agregado, para posicionar a Empresa no mercado e ajudar a socializar a tecnologia”, concluiu.

O Workshop de Milho Transgênico foi uma realização do projeto LAC Biosafety Brasil e das Unidades da Embrapa: Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), Meio Ambiente (Jaguariúna-SP), Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF).

 

Texto: Marina Torres (MG 08577 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
www.cnpms.embrapa.br
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Tel.: (31) 3027-1272
E-mail: marina@cnpms.embrapa.br

  COMENTÁRIOS  
 
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cassio camargo | 06/03/2012 - 14:15
Gostaria de ter acesso aos relatórios completos da Conab que identificam o percentual de milho Bt no Brasil, conforme afirma o texto
Eduardo de Sousa Silva | 20/03/2012 - 19:33
Quero compra milho e sorgo para fazer cilagem pra gado de leite. o milho transgênico é bompra cilagem. quero sabe o preço quero dois sago de 20 Kg de cada. Um abraço até breve.
Clenio Araujo | 07/08/2012 - 11:47
Bom dia, Eduardo

Encaminhamos sua mensagem ao nosso SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão).

Atenciosamente

Clenio Araujo / jornalista da Embrapa Milho e Sorgo
Clenio Araujo | 07/08/2012 - 15:14
Boa tarde, Cassio

A informação foi baseada nos levantamento de safra da Conab. Nos de fevereiro (pág. 11 de http://conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/12_02_16_08_47_47_boletim_portugues__fevereiro_2012.pdf) e março (pág. 23 de http://conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/12_03_13_11_04_08_boletim_marco_2012.pdf), a companhia afirmou: "No levantamento foi possível constatar o predomínio do uso dos híbridos ?BT? (transgênicos) ,e o avanço ma utilização dos híbridos RR".

Obrigado pelo comentário

Clenio Araujo / jornalista da Embrapa Milho e Sorgo
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