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Para além da polêmica sobre transgênicos

Muito se tem discutido sobre os organismos geneticamente modificados, mais conhecidos como transgênicos. Junto às discussões, bastante polêmica. De um lado, há os que os defendem; de outro, estão os contrários. Ambos os lados afirmam que seus argumentos são embasados cientificamente e, portanto, válidos. Porém, acima de ser contra ou a favor da tecnologia, é necessário entendê-la, compreendendo como os pesquisadores chegam até ela e o que, eventualmente, esse trabalho pode trazer de ganho à sociedade.

Para explicar tecnicamente o assunto, o Grão em Grão conversou com o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Fernando Hercos Valicente, da área de entomologia agrícola. Segundo ele, “organismo geneticamente modificado é aquele que recebeu genes exógenos (de outras fontes) pela engenharia genética. É um organismo cujo material genético foi modificado por engenharia genética”.

No caso de plantas transgênicas, normalmente há quatro características observadas: resistência a pragas (por exemplo, milho resistente à lagarta-do-cartucho, principal praga que ataca essa cultura); tolerância a herbicidas (como a soja tolerante ao herbicida glifosato); perfil nutritivo melhorado (a exemplo do arroz dourado); ou tempo de armazenamento aumentado (como o tomate longa vida).

Fernando explica que, por definição, qualquer planta transgênica precisa ser idêntica à sua chamada isolinha, ou seja, à planta correspondente que não apresenta essa característica de transgenia. Exceto, obviamente, quanto aos genes que foram inseridos na primeira. Outra exigência é a realização, por laboratórios credenciados, de testes como matéria seca, proteína, nitrogênio, fósforo e potássio.

Entre as possibilidades de desenvolvimento de milhos transgênicos, o pesquisador cita a resistência a insetos (por exemplo, causadores de pragas como a lagarta-do-cartucho, a lagarta-elasmo e a lagarta-da-espiga), a tolerância a herbicida e o alto teor de proteína (podendo-se definir qual proteína).

 

CTNBio e cartilha – A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança tem como principal função apoiar, do ponto de vista técnico, e assessorar o governo federal na formulação, na atualização e na implementação de uma Política Nacional de Biossegurança relativa aos transgênicos. Além disso, estabelece normas técnicas de segurança e emite pareceres técnicos com relação à proteção da saúde humana, dos organismos vivos e do meio ambiente para atividades relacionadas a transgênicos e derivados.

A comissão determina, através de resoluções normativas, os cuidados que precisam ser tomados quando se lida com transgênicos, incluindo na fase de pesquisa científica. No caso do milho, por conta da fecundação cruzada que o caracteriza, há restrições. A Resolução Normativa nº 4, em vigor desde 2007, estabelece distâncias mínimas que são obrigatórias quando se plantam, em áreas próximas, lavouras transgênicas e convencionais de milho.

A Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas) e a Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho) editaram uma cartilha sobre milho transgênico. Baseada na RN nº 4, a cartilha fala das distâncias mínimas do isolamento entre lavouras transgênicas e não-transgênicas. O formato é de perguntas e respostas e a linguagem bastante acessível.


Texto: Clenio Araujo (MTb/MG 6279 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
www.cnpms.embrapa.br
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Tel.: (31) 3027-1223
E-mail: clenio@cnpms.embrapa.br

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