topo
Jornal Eletrônico da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)   |
   Ano 11 - Edição 82 - Fevereiro/Março de 2017
   Ano 13 - Edição 112 - Setembro/Outubro de 2019 
   Ano 13 - Edição 111 - Agosto de 2019 
   Ano 13 - Edição 110 - Julho de 2019 
   Ano 13 - Edição 109 - Junho de 2019 
   Ano 13 - Edição 108 - Maio de 2019 
   Ano 13 - Edição 107 - Abril de 2019 
   Ano 13 - Edição 106 - Março de 2019 
   Ano 13 - Edição 105 - Janeiro/Fevereiro de 2019 
   Ano 12 - Edição 104 - Nov. e Dezembro de 2018 
   Ano 12 - Edição 103 - Outubro de 2018 
   Ano 12 - Edição 102 - Setembro de 2018 
   Ano 12 - Edição 101 - Agosto de 2018 
 
 
seta
  NOTÍCIAS logo Embrapa
  imagem da notícia  
Produtores iniciam cultivo da segunda safra de milho com boas expectativas

Produtores iniciam o cultivo da segunda safra de milho. O termo "safrinha" já se torna inadequado para o milho de sequeiro, semeado de janeiro a abril, após a cultura de verão. Isso porque a produção da segunda safra deve superar bastante a da primeira, que está estimada em 28,8 milhões de toneladas. Confira as projeções econômicas com o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) Rubens Augusto de Miranda.

Grão em Grão - Quais são as perspectivas de mercado para a segunda safra de milho?

Rubens Augusto de Miranda - Considerando a quebra da segunda safra ocorrida em 2016, é de se esperar melhores resultados para o milho este ano. Nesse sentido, levantamentos e informações preliminares dão vazão para o otimismo. Segundo o 5º Levantamento da Safra de Grãos realizado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em fevereiro, a expectativa é de que a área plantada de milho na segunda safra aumente 500 mil hectares em relação ao ano passado, crescimento de 4,7%. Esse aumento da área plantada somado à recuperação da produtividade média das lavouras, decorrente de boas condições climáticas previstas, pode garantir um recorde histórico para a colheita de milho na segunda safra. Segundo a Conab, a produção pode chegar a 58,6 milhões de toneladas.

Como estão os custos de produção no atual cenário?

Na contramão da queda dos preços do grão de milho, os custos de produção aumentaram mais de 10% em relação a 2016 nas principais regiões produtoras do país. Assim, os produtores precisam estar atentos a esse cenário, que pode se constituir numa armadilha para situações de irracionalidade na condução da lavoura, como gastos desnecessários excessivos. Os preços estão bons, principalmente para quem vendeu antecipado em meados de 2016, mas o aumento dos custos somados à tendência de queda do valor do milho indica uma situação mais equilibrada no andamento da safra.

Neste contexto, que medidas o produtor deve adotar para garantir uma boa rentabilidade?

Uma das razões para o aumento da área plantada de milho no Brasil em 2016/17, na primeira e segunda safra, foram os preços do grão que estavam historicamente altos durante o período de planejamento da safra. Obviamente, também há a questão de contratos de venda que ficaram pendentes com a quebra no ano passado, mas foram os preços os principais responsáveis pelo aumento. Caso não tivesse ocorrido a desaceleração das exportações de milho no segundo semestre de 2016 e início de 2017, os preços do cereal estariam ainda melhores, pois haveria escassez nas principais regiões consumidoras do país. Muita produção, com bons preços, é sinônimo de lucro. Nesse ponto, o produtor precisa ficar atento à lógica econômica, lembrando que preços no livre mercado são definidos pela oferta e pela demanda. A ideia é que os bons preços estimularam o aumento da oferta pelos produtores, mas caso a demanda pelo milho não acompanhe esse aumento, os preços cairão. A princípio, somente o reaquecimento das exportações nos próximos meses poderia conter essa queda nos preços, ou uma nova quebra de safra para derrubar a oferta. Portanto, no momento, a expectativa é de redução dos preços do milho no decorrer de 2017. Como forma de prevenir os impactos negativos dessa queda dos preços sobre a receita, o agricultor deve procurar bons negócios de venda antecipada e travar os seus ganhos, algo que já está acostumado a fazer - pois é uma prática corriqueira para os produtores de segunda safra de milho, e ser racional na condução da lavoura, sempre evitando gastos desnecessários. Entretanto, é preciso ressaltar que os atores do mercado, principalmente compradores, têm consciência dessa tendência de queda futura dos preços, e conforme a nova safra avança ficará mais difícil fixar um bom valor de venda para o milho de inverno. Nesse sentido, se analisarmos a situação do Mato Grosso, maior estado produtor na segunda safra de milho, os produtores que já venderam antecipadamente a produção da segunda safra de 2017 em julho e agosto do ano passado conseguiram fixar bons preço. Enquanto aqueles que decidiram esperar os preços praticados hoje já se aproximam dos custos médios de produção. Isso pode até incorrer em prejuízos em algumas situações.


Entrevista: Marina Torres (MG 08577 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Tel.: (31) 3027-1272
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

  COMENTÁRIOS  
 
Nome Completo
E-mail
Comentário
OBS.: Os comentários são previamente analisados antes de sua publicação.
 
 
 
 
  ESPAÇO DO LEITOR
 
imagem de envelope

Entre em contato com a equipe que produz o jornal eletrônico Grão em Grão. Sugira reportagens, temas para serem abordados nos artigos, eventos, enfim, emita seu ponto de vista sobre o jornal. Você tem duas maneiras de interagir conosco:

por e-mail: cnpms.nco@embrapa.br ou
por telefone: (31) 3027-1272

  CADASTRO
 

Para se cadastrar e receber nosso informativo via e-mail, clique aqui.

Acesse também o nosso jornal no endereço http://grao.cnpms.embrapa.br

Caso queira, a qualquer momento, cancelar o recebimento do informativo, clique aqui ou envie uma mensagem para cnpms.nco@embrapa.br solicitando a retirada de seu nome da lista de leitores.

  EXPEDIENTE
 

O jornal eletrônico Grão em Grão faz parte do Programa de Comunicação Organizacional da Embrapa Milho e Sorgo.

Supervisor do NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional): Aurélio Martins Favarin

Jornalistas responsáveis: Guilherme Viana (MG 06566 JP), José Heitor Vasconcellos (RJ 12914 JP), Marina Torres (MG 08577 JP) e Sandra Brito (MG 06230 JP)

Desenvolvedor: Luiz Fernando Severnini

Programador Visual: Alexandre Esteves Neves

Edição: NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional)

Revisão: Antonio Claudio da Silva Barros

Fotos desta edição: Divulgação Expodireto Cotrijal, Paulo Eduardo de Aquino Ribeiro, Embrapa e arquivo NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional) da Embrapa Milho e Sorgo.

Chefia da Embrapa Milho e Sorgo: Antônio Álvaro Corsetti Purcino (chefe-geral), Sidney Netto Parentoni (chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento), Derli Prudente Santana (chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia)  Jason de Oliveira Duarte (chefe-adjunto de Administração)

 
logo da Embrapa