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Embrapa Milho e Sorgo faz levantamento da fauna silvestre

A Embrapa Milho e Sorgo está fazendo o levantamento da fauna silvestre presente nos quase dois mil hectares onde está instalada a Empresa, na bacia do Rio das Velhas, na região Central de Minas Gerais. A área está inserida no Bioma Cerrado, composto por florestas nativas, culturas temporárias e perenes, pastagens e campos nativos. Os recursos hídricos existentes (sub-bacia do Ribeirão Jequitibá) fazem parte da bacia do Rio São Francisco, sendo o Rio das Velhas o maior efluente. Os principais cursos d’água que incidem nos seus limites são o Ribeirão do Matadouro, o Córrego Marinheiro e o Córrego Papudo.

A gleba de terra da Empresa está entre os municípios de Sete Lagoas e Prudente de Morais, regiões com avançado crescimento urbano. O objetivo do levantamento é identificar as espécies ameaçadas de extinção, endêmicas e raras, sendo que dois estudos serão feitos: o primeiro, na última semana de setembro de 2017, ainda na estação seca; e o último no período chuvoso, no mês de janeiro de 2018. A partir desse levantamento primário, será proposto um plano de monitoramento da fauna, que será submetido à Supram (Superintendência Regional de Meio Ambiente) para aprovação.

Serão levantadas informações como riqueza de espécies, abundância de indivíduos e índices de diversidade. Ao final, deverá também ser realizada uma proposta de plano de monitoramento específico para as espécies consideradas ameaçadas de extinção, endêmicas e raras. Os grupos a serem analisados são os da herpetofauna (répteis e anfíbios); avifauna (aves); mastofauna (mamíferos de pequeno, médio e grande porte); além dos quirópteros, que são os morcegos.

“Esses são os principais grupos inventariados em levantamentos de fauna para se obter um diagnóstico do local e da região e compreender os possíveis impactos ambientais oriundos de um determinado empreendimento ou de pressões antrópicas”, explica o engenheiro ambiental e biólogo Rafael Cassani, da empresa Ambientali Soluções Ambientais, responsável pelo estudo.

O comportamento de cada grupo de animais é indicador dos recursos que o meio oferece. “Compreender a comunidade de répteis e anfíbios, por exemplo, é importante para avaliar como essas espécies compartilham os recursos disponíveis no ambiente, permitindo interpretações sobre como os impactos do homem podem influenciar nessa dinâmica e na sobrevivência”, explica.

As aves constituem um dos grupos mais diversificados e são indicadoras de alterações ambientais. “Devido às suas variadas adaptações, como nos hábitos alimentares, são considerados animais importantes para a manutenção do equilíbrio ecológico de uma área, já que atuam como dispersores de sementes, agentes polinizadores, reguladores de populações e bioindicadores de preservação”, continua o biólogo.

Já o grupo de mamíferos está entre os mais atingidos pela fragmentação e destruição de habitats naturais. O conhecimento sobre eles, na visão de Cassani, é essencial para a elaboração de propostas conservacionistas. Na área pertencente à Embrapa Milho e Sorgo há registro de capivaras, quatis, tamanduás, veados-campeiros, lobos-guarás, raposas, gatos-mouriscos e até onças-pardas.

O trabalho deverá ser concluído após o final da estação chuvosa, sendo que durante a amostragem serão utilizadas técnicas de busca visual e auditiva, registros de vestígios como pegadas, rastros, fezes, tocas, carcaças, ossadas e pelos, além de armadilhas fotográficas que possuem disparo automático, capazes de fotografar e filmar por sensores infravermelhos. A equipe delimitou diversos pontos de busca, próximos a áreas florestais nativas e a cursos d’água, como ribeirões, córregos, brejos e lagos. Todo o estudo é coordenado pelo Comitê Local de Sustentabilidade (CLS) da Embrapa Milho e Sorgo. 

 

Fotos: Ambientali Soluções Ambientais

Texto: Guilherme Viana (MG 06566 JP) 
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
Tel.: (31) 3027-1905
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br 

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