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Rede de parcerias permite transformação da realidade de agricultores do Norte de Minas

Agricultores familiares do Norte de Minas Gerais mudaram a própria realidade a partir do acesso a informações e da construção coletiva de conhecimentos. O trabalho desenvolvido no Território Serra Geral promoveu a adoção de tecnologias para melhoria da qualidade de vida, com maior produção de alimentos e geração de renda.

Como parte do Plano Brasil Sem Miséria, a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) articulou uma rede de colaboração entre parceiros para promover a inclusão produtiva de moradores da região. Foram instaladas unidades de aprendizagem em propriedades de agricultores familiares. Nessas unidades, os produtores receberam treinamentos, puderam atuar na experimentação e adaptação de tecnologias.

No início do projeto, em 2012, ocorreram oficinas de diagnóstico e planejamento, com o objetivo de buscar informações para propor as ações a serem desenvolvidas no território. Junto com os produtores e técnicos da extensão rural, foram definidos os temas a serem trabalhados, como melhoria da qualidade do leite, forrageiras para alimentação animal e Barraginhas para captação de água de chuva. Também foram implantadas unidades voltadas para o aumento da segurança alimentar das famílias: Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), Sistema Integrado e Sustentável para Produção de Alimentos (Sisteminha Embrapa), Sistema Alternativo de Criação de Aves Caipiras (SACAC), Rede de Multiplicação e Transferência de Manivas-Semente de Mandioca (Reniva).

Os frutos do trabalho desenvolvido são visíveis e as mudanças nas vidas das famílias trazem motivação e alegria aos produtores. Mesmo com a escassez de chuva dos últimos anos, os agricultores têm conseguido bons resultados, como relata Eudi da Silva, de Monte Azul-MG: "Ainda que afetada pela seca, a minha família se sente agradecida e incentivada pela melhoria de vida já alcançada, além de ser hoje uma referência para outras famílias na região". Na propriedade de Eudi, foi instalada uma das unidades de aprendizagem com produção de sorgo para silagem e palma forrageira para alimentação do gado.

Já a família de Miralice Barbosa, de Catuti-MG, recebeu treinamento para trabalhar com o Sistema Alternativo de Criação de Aves Caipiras e passou a viver uma nova realidade. Miralice, satisfeita, mostra o galinheiro com divisões internas para cada fase de criação das aves: "Dali a gente tira o sustento, o alimento do dia-a-dia. Meu esposo saía direto para ir trabalhar no café. Este ano, ele não precisou mais ir para São Paulo. O galinheiro trouxe ocupação e geração de renda. Para completar o dia, meu esposo fez uma hortinha. Cuida das galinhas, cuida da horta e nós ficamos juntos. O galinheiro ficou prático para manejar as aves e evita ataque de bichos e cachorros. Aumentou o prazer em cuidar das galinhas, porque o resultado é visível".

Na propriedade do agricultor Dervito Peres Neto, em Riacho dos Machados-MG, foi implantada uma unidade de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável. Foram feitos canteiros em círculos ao redor de uma pequena estrutura construída para criar galinhas. "Eu tinha o grande desejo de ter uma horta e não tinha condição, mas o meu sonho foi realizado e a felicidade chegou na minha casa. Hoje eu me alimento do que eu quero e produzo. O que vai sobrando, eu vendo", conta, com alegria.

Na rede de parcerias do Território Serra Geral, houve uma grande articulação da Embrapa e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) com os produtores e prefeituras da região. Após cinco anos de trabalhos, o extensionista Arquimedes Teixeira, da Emater-MG, ressalta a importância do Plano. "O Brasil Sem Miséria traz a cidadania para alguns agricultores. Na fase de planejamento, o produtor coloca seus sonhos, e é possível proporcionar às famílias uma vida mais digna".

Para Osmar Antunes Neto, também técnico da Emater-MG, as experiências do Norte de Minas demonstram como algumas tecnologias podem realmente mudar a realidade dos produtores. Ele cita o Sisteminha Embrapa como exemplo. "O recurso de fomento do Brasil Sem Miséria que uma família recebe é suficiente para implantar todo o sistema e colocar os alevinos". O Sisteminha combina a criação de peixes com o cultivo de horta e pomar. Para molhar as plantas, há reaproveitamento da água retirada do tanque, que é rica em nutrientes por causa das fezes dos peixes. A tecnologia permite a produção de maior diversidade de alimentos, de forma escalonada nos quintais, a baixo custo.

"Às vezes, existe uma ideia de que tecnologia é só para grande produtor, o que não é verdade. Existem muitas tecnologias desenvolvidas para a agricultura familiar e para o semiárido", ressalta Fredson Chaves, coordenador das ações do Plano Brasil Sem Miséria pela Embrapa Milho e Sorgo. Ele destaca o desejo de que os trabalhos tenham sequência. "A gente espera que cada unidade de aprendizagem seja uma possibilidade para mais pessoas conhecerem e replicarem as experiências. O que fica de mais importante é a rede de parcerias. Que todos possam contribuir com a continuidade das ações de convivência com o semiárido".

O gerente regional da Emater-MG em Janaúba-MG, Alberto Magno Cardoso, assumiu o compromisso de elaborar um documento para que as ações do Plano Brasil Sem Miséria tenham sequência. "Faremos um levantamento da porcentagem de famílias que ainda não foram atendidas e vamos passar para os municípios. Assim, os prefeitos poderão articular com o Governo Federal para que o programa não pare. Os agricultores estão motivados a continuar os trabalhos, e a Emater-MG vai seguir dando assistência. É um compromisso."

Vídeo

Assista a um vídeo sobre os trabalhos desenvolvidos com agricultores do Território Serra Geral atendidos pelo Plano Brasil Sem Miséria. Clique aqui.

Saiba mais

Além da Embrapa e da Emater-MG, também integram a Rede de Parcerias para o Desenvolvimento Sustentável do Território da Cidadania Serra Geral no Plano Brasil Sem Miséria (Rede Geral): Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Comissão de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas (IFNMG), cooperativas, associações de agricultores, prefeituras e rádios locais.

Texto: Marina Torres (MTb 08577/MG)
Jornalista Embrapa Milho e Sorgo
Telefone: (31) 3027-1272
E-mail: milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

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Revisão: Antonio Claudio da Silva Barros

Fotos desta edição: Dagma Silva, arquivo Emater-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais) e NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional) da Embrapa Milho e Sorgo.

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