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Missão marroquina visita Embrapa para saber como controlar lagarta-do-cartucho

Um acordo de cooperação entre o Governo de Marrocos e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) deve ser firmado por meio da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), para a adoção de medidas de controle contra a Spodoptera frugiperda, a lagarta-do-cartucho, principal praga do milho. A praga, responsável por perdas de até 40% na produção do cereal, está se aproximando do Marrocos, e a missão do país africano é implantar um plano de vigilância fitossanitária para proteção do patrimônio vegetal.

Durante visita na primeira semana de dezembro à Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), a missão marroquina conheceu a biologia do inseto, seus hábitos alimentares e estratégias de controle. “Vamos aproveitar a experiência brasileira e levar esses conhecimentos ao nosso país, apresentando as tecnologias conhecidas na Embrapa durante um congresso internacional que será realizado em março próximo, além de publicarmos um artigo em revista científica sobre o tema”, antecipou Mohamed Mihi, presidente da Associação Marroquina de Proteção de Plantas.

Após a formalização do projeto de cooperação, a missão marroquina expressou o desejo de que a Embrapa faça parte deste plano de apoio internacional na prevenção e no controle da Spodoptera frugiperda. O Marrocos é considerado um país agrícola, com destaque para a produção de leite, onde o milho para silagem é um dos principais insumos utilizados. “Fiquei satisfeito em saber que são produtores de silagem. Temos que ficar atentos ao trânsito internacional de pragas. Neste ponto, o sistema de alertas pode ser estratégico. Aí entra a importância das parcerias”, destacou o pesquisador Ivan Cruz, da área de Entomologia.

Para ele, a manutenção do equilíbrio na população de inimigos naturais é fundamental. “Ganha o produtor e o consumidor. A ideia do Manejo Integrado de Pragas deve ser reforçada, com respeito à biodiversidade. Para a agricultura em diversos países da África, praticada por pequenos agricultores, entendo que o controle biológico pode ser uma das principais estratégias, já que é voltado para os sistemas produtivos e não apenas para uma determinada praga. Por isso, pode ser de grande valia para a África. Nesse sentido, a criação de biofábricas de insetos que combatam as pragas e a distribuição dessa tecnologia aos produtores pode ser uma grande saída, já que os custos são relativamente baixos”, disse Cruz.

Para Sidney Parentoni, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Milho e Sorgo, os países do norte da África têm uma oportunidade que outros países não tiveram: se prepararem antes de a praga chegar. “Nesse sentido, uma possibilidade é a construção de biofábricas para o controle da Spodoptera, da Helicoverpa e de outras pragas, para que, quando chegarem, já estejam preparados”, afirmou, reforçando o mesmo ponto de vista do pesquisador Ivan Cruz. Uma das soluções apresentadas por Parentoni é a oferta de cursos para técnicos dos países africanos, levando o conhecimento de mais de 30 anos da Embrapa no manejo da praga ao continente.

Os modelos de pesquisa pública e de transferência de tecnologia adotados no Brasil foram apresentados à missão marroquina pelo chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo Antônio Álvaro Purcino. Durante três dias de visita, técnicas de monitoramento da presença da lagarta-do-cartucho nas lavouras e a utilização de inimigos naturais e vírus presentes na natureza no combate à praga, como o Trichogramma e o Baculovírus, despertaram interesse. “O monitoramento das lavouras é essencial para auxiliar o agricultor na tomada de decisão de quando esses métodos devem entrar nas lavouras”, disse Simone Mendes, pesquisadora da área de Entomologia. 

Plano de vigilância fitossanitária deve ser implantado

Salah Ritoune, do Escritório Nacional de Segurança Sanitária de Produtos Alimentícios do Marrocos, explicou que cerca de 40 países africanos foram infestados pela praga. “A lagarta está se aproximando do Marrocos, e nossa missão é elaborar um plano de vigilância fitossanitária para proteger nosso patrimônio vegetal”. Ele ressaltou que o que viram nos laboratórios de controle biológico de pragas da Embrapa é muito interessante, principalmente para o controle da lagarta Spodoptera frugiperda. “É uma praga que atualmente não existe no nosso país. O que estamos fazendo aqui é um aprendizado para a elaboração de um plano de vigilância e acompanhamento da lagarta, porque ela não chegou ao Marrocos, mas pode chegar. Então vamos acompanhar para ver onde e como está se manifestando. Caso chegue, poderemos fazer um plano de emergência, ou seja, de ação, de como lidar com a praga de forma mais rápida, efetiva, eficaz e eficiente”, disse.

“Aprendemos que há modos eficazes para combater a lagarta. Ou seja, são pesquisas importantes que foram feitas por especialistas que utilizam o Baculovírus, o Trichogramma, os inseticidas seletivos, e insetos benéficos, predadores naturais, tais como a joaninha e a tesourinha. Desejamos desenvolver um plano que envolva essas tecnologias”, afirmou Ritoune. 

Experiência brasileira

O chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo ainda destacou que a preocupação dos marroquinos de combater a lagarta-do-cartucho deve ser acompanhada de um propósito: melhorar os sistemas de produção do país. “Nós aprendemos a conviver com a Spodoptera e, nos últimos anos, o Brasil fez uma revolução na agricultura em todos os aspectos. É importante que o Marrocos desenvolva um programa, não apenas para controlar a lagarta-do-cartucho, mas também para aumentar a produtividade das lavouras”.

A pesquisadora Simone Mendes lembrou que, em 2013, o Brasil enfrentou uma situação similar à que ocorre hoje na África. Na época, o aparecimento de uma praga exótica, a lagarta Helicoverpa armigera, causou grandes prejuízos em diversas culturas agrícolas em nosso País. Essa lagarta causou grande preocupação e graves problemas, mas sua importância foi reduzida com um controle sustentável e o uso de inimigos naturais de pragas. “Foi uma oportunidade de desenvolvimento do controle biológico. Hoje se fala muito mais em controle biológico no Brasil do que antes da armigera”, comentou a pesquisadora.

 

Texto: Jornalistas Guilherme Viana (MTb 06566/MG), Marina Torres (MTb 08577/MG) e Sandra Brito (MTb 06230/MG)
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