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Tecnologias da informação auxiliam gestão ambiental

Imagine ter na tela do computador imagens de satélite de uma região e, ao navegar pela área, poder visualizar onde estão todos os cursos d’água, estradas, pivôs centrais, matas, lavouras, reflorestamentos e muitos mais. Tudo identificado, com nomes e medidas. Também poder consultar dados atuais integrados às imagens, como, por exemplo, o estado de conservação das estradas rurais, as propriedades com outorga para uso de água. Todas essas ações já são possíveis graças ao trabalho de integração das tecnologias Google Earth e Sistemas de Informação Geográfica (SIG), desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG).

O pesquisador responsável pelo trabalho, Daniel Guimarães, explica que a integração de tecnologias passa a ser adotada pelo governo do estado de Minas Gerais para monitoramento de uso do solo e para análise de licenciamentos de  irrigação. “O governo precisa nortear, por meio de políticas públicas, a convivência entre produtividade agrícola e conservação ambiental. As bases de dados interativas permitem a gestão dos recursos naturais de forma sustentável”, afirma Daniel.

O Projeto Estratégico Irrigaminas, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), é um dos primeiros a utilizar a integração de tecnologias e já apresenta uma novidade para produtores rurais. A partir de 2013, o licenciamento ambiental para irrigação das lavouras poderá ser coletivo, tendo como referência as sub-bacias hidrográficas.

O gerente do Irrigaminas, Amarildo José Brumano Kalil, informa que o novo licenciamento será utilizado a partir de sub-bacias onde já exista conflito pelo uso de água para irrigação. “Conflito, nesse caso, é a situação criada quando a demanda pelo uso da água supera a disponibilidade estabelecida, que atualmente é de 50% da vazão de referência”, explica. Nesse processo, será fundamental a participação das associações de produtores em cada região.

Para cada sub-bacia, será feito o levantamento de características. Esse levantamento conta com estudos locais e com conteúdos de diversos bancos de dados. Todo o material será integrado. O resultado serão mapas interativos, com imagens de satélite e muitas informações.

De acordo com Amarildo, o objetivo é identificar as potencialidades e limitações das sub-bacias, o uso atual do solo e verificar a disponibilidade de água. “Com base no relatório, será elaborado o plano de adequação socioeconômica e ambiental de cada sub-bacia a ser licenciada”, acrescenta.

O pesquisador Daniel explica que será possível ainda fazer a outorga sazonal, ou seja, de acordo com o regime de precipitação do período, analisa-se a água disponível e a quantidade que pode ser licenciada para uso.

Segundo o gerente do Irrigaminas, o licenciamento ambiental por sub-bacia hidrográfica representará menos custos para os produtores, porque cada conjunto de propriedades terá um processo único. Outra vantagem é que o prazo para a concessão da outorga será reduzido.

Outra aplicação

O trabalho de integração de tecnologias da informação desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo também auxiliará a aplicação dos Indicadores de Sustentabilidade em Agroecossistemas. Esses indicadores (relativos a aspectos econômicos, sociais e ambientais) foram formulados a partir de um projeto de pesquisa com profissionais da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), Emater-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais), Fundação João Pinheiro, Seapa e Embrapa.

O pesquisador João Herbert Moreira Viana, da Embrapa Milho e Sorgo, explica que a construção de um conjunto de indicadores de sustentabilidade aplicáveis ao setor agrícola visa a subsidiar a avaliação de sistemas de produção, nortear planos e políticas para o setor. “A proposta é ter uma ferramenta que permita avaliar a situação das propriedades rurais e possa ajudar a definir estratégias para os problemas detectados. Portanto, os indicadores servem para monitoramento e intervenção”, afirma o pesquisador. A integração das bases de dados e imagens de satélite permite a análise das diversas informações e a aplicação dos indicadores.

Irrigação em Minas

A Embrapa Milho e Sorgo realizou um levantamento da agricultura irrigada em Minas Gerais. O trabalho, desenvolvido pelos pesquisadores Daniel Guimarães e Elena Charlotte Landau, identificou a existência de 4.432 pivôs centrais no estado, ocupando mais de 300 mil hectares. A maior concentração de pivôs se dá nas bacias dos rios Paranaíba e São Francisco, que também são os principais responsáveis pelo abastecimento energético do estado a partir de usinas hidrelétricas.

O levantamento foi feito com uso de imagens de satélite atualizadas e revelou um número de pivôs duas vezes maior do que o identificado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a partir de pesquisa feita com entrevistas a produtores.

Texto: Marina Torres (MG 08577 JP)
Jornalista / Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG)
www.cnpms.embrapa.br
Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO)
Tel.: (31) 3027-1272
E-mail: marina@cnpms.embrapa.br

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Edição: NCO (Núcleo de Comunicação Organizacional)

Revisão: Antonio Claudio da Silva Barros

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